Podcast Questão de Mulher #026 – A Voz de Andrea dos Santos!

Neste episodio Shideh conversa com a linda cantora Andrea dos Santos.

Pai pernambucano do sertão de Xucuru, mãe capixaba do litoral, irmãos cariocas, a brasiliense Andréa dos Santos nasceu em uma mistura de influências e descobriu sua vocação para arte dentro desta colcha de retalhos cultural, uma marca presente em sua música até hoje. Guiada por sua curiosidade e interesse pela cultura popular e tradicional brasileira, visitou aldeias, vilarejos e festas populares em vários estados do país. Foi fundadora da banda brasiliense Casa de Farinha e depois de 9 anos com o grupo, inicia sua carreira solo. Ouça esta linda entrevista e se emocione com essa linda voz!

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Sugestões / Dúvidas

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10 mulheres que mudaram o Brasil

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MARIA DA PENHA
Depois de escapar de duas tentativas de assassinato por parte do marido e lutar por 20 anos para ver o agressor e o Estado punidos, alertou o governo para a urgência de criar uma lei que protegesse as mulheres. O documento vigora desde 2006. Hoje ela é ativista de uma ONG que reage à violência doméstica.

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ELLEN GRACIE
Primeira ministra e primeira presidenta do Supremo Tribunal Federal (STF), ela proferiu 30 mil decisões de 2000 a 2011. O período coincide com a guinada da mais alta corte em direção aos temas políticos. Suprindo a ineficiência do Legislativo, o STF aprovou, entre outros avanços, a união homoafetiva. “O reconhecimento responde a um grupo de pessoas que foram humilhadas, cuja dignidade foi ofendida, cuja identidade foi denegada e cuja liberdade foi oprimida”, justificou na época.

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CHIQUINHA GONZAGA
O marido, dono de navio, mandou Chiquinha escolher entre ele e o piano. Era 1868 e ela ficou com a música. Tocava à noite com boêmios para sustentar os filhos. Compôs 2 mil músicas e é autora da primeira marcha de Carnaval, Ó Abre Alas. Arrecadou dinheiro para alforriar escravos e protestou contra a monarquia. Aos 52 anos, se apaixonou por um rapaz de 16 e viveu com ele até morrer, aos 87.

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CARMEN DA SILVA
A gaúcha encorajou as leitoras de CLAUDIA entre 1963 e 1985. Defendeu o divórcio (inexistente no país) e a maternidade como escolha. Apontou o trabalho como rota de saída para a insatisfação e a dependência psicológica ou econômica

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PAGU
A paulista Patrícia Galvão escreveu livros, reportagens, peças de teatro, militou na política e passou cinco anos presa por defender operários. Sua marca mais forte, porém, foi a oposição aos estreitos horizontes femininos dos anos 1920 aos 1950. “A entrega do meu corpo foi o primeiro fato indistintamente consciente da minha vida”, escreveu sobre a decisão tomada aos 12 anos. Era 1922. Grávida aos 14, submeteu-se a um aborto, com tristeza. Como não havia pílula, questionava a razão de a mulher não poder decidir quando ter filhos e quantos. Amiga do casal de modernistas Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade, acabou se casando com ele, para a decepção de Tarsila. Teve dois filhos de dois casamentos

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NÍSIA FLORESTA
Seu principal legado é o livro Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens, de 1832 – quando as brasileiras mal sabiam ler. Essa pioneira do feminismo escreveu, aos 22 anos, que a vantagem masculina estava só na força física. Por ela, mulher ocuparia até posto de general. Nísia deixou o marido para assumir um romance proibido. Difamada e rica, viajou pela Europa e amou escritores como Alexandre Dumas e Victor Hugo. Produziu 15 livros e criou, no Rio de Janeiro, uma escola para ensinar matemática e história para meninas. Papari (RN), cidade onde nasceu e que a ridicularizou, hoje se chama Nísia Floresta

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NISE DA SILVEIRA
A psiquiatra alagoana deu aos doentes mentais a chance de resgatar a dignidade. Em um hospital carioca, ela trocou o eletrochoque por tintas, pincéis e telas. Com as obras dos pacientes, criou o Museu de Imagens do Inconsciente. Para Nise, esquizofrenia não era doença, mas uma manifestação de vários estados de ser que desconectavam o ego. Recebeu crítica da psiquiatria tradicional e elogios de psicanalistas como o suíço Carl Jung. Foi prisioneira da ditadura Vargas, acusada de ser comunista e defender as mulheres.

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LEILA DINIZ
Ela morreu cedo, mas o tempo que viveu foi suficiente para deixar sua marca e fazer a diferença na história. Revolucionária, ela marcou época não só como atriz, mas como mulher que enfrentou e subverteu conceitos de uma sociedade extremamente machista.
Em seus brilhantes 27 anos de vida, a atriz ficou conhecida por ser desbocada e por fazer declarações polêmicas em plena época da ditadura militar. Em anos em que tudo era motivo de repressão, Leila foi intransigente e posicionou a mulher de um jeito inédito: como um ser livre, com seus próprios sonhos, vontades e desejos.

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NAIR DE TEFFÉ
Primeira-dama do país, ela fez um sarau no fim do governo do marechal Hermes da Fonseca, em 1914, e tocou, no violão, o Corta-Jaca, de Chiquinha Gonzaga. Rui Barbosa, opositor do presidente, disse tratar-se da mais baixa, chula e grosseira das danças. Nair se acostumou com críticas. Era cartunista, apostava em jogos, defendia o divórcio e, bem velhinha, a minissaia.

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BERTHA LUTZ
De um aviãozinho, ela jogou panfletos sobre o Congresso Nacional, o Palácio do Catete (sede do governo federal, então instalado no Rio) e os jornais. No texto, pedia o direito de votar. Com seu grupo sufragista, convenceu o presidente Getúlio Vargas: em 1932 foi instituído o voto das mulheres no país. Como deputada, propôs o Estatuto da Mulher, que previa mudar a lei trabalhista para ampliar as oportunidades femininas.