Idade na alma – Viver bem na época de ouro!

“Minha alma não tem idade.
Às vezes acordo e tenho cinco anos.
Quero ainda acreditar na magia e no pó do pirlimpimpim…Às vezes acordo e tenho 15 anos.
Tenho força e sinto que posso mudar o mundo…Às vezes acordo e tenho 30 anos.
Piso a terra, mas sei que posso voar…
Às vezes acordo e tenho 60 anos.
Tenho a experiência e quero dividir.
Oferecer a tranquilidade e a sabedoria do tempo, que não pára, que cura, que cicatriza…
Às vezes acordo e não sei quantos anos tenho e
nem quantos se passaram.,,
E é na alma, repleta de amor e recordações que sinto todas as idades, me mostrando uma vida rica e preciosa.
E é lá que encontro o meu grande tesouro, uma linda colcha de retalhos,
única, original e que leva a minha assinatura.
Nela está escrito VIDA!’”
Texto publicado no Filhas da Terra.
Por Regina Damasceno.

“As vezes acordo e sei exatamente que idade tenho. E quem disse que acredito?”
Apresento-te este poema desejando que estes também sejam estados de alma experienciados por ti na maturidade e que cronologia no tempo linear te seja uma experiência cada vez mais relativa.
Uma boa representação dos diferentes estados que co-habitam cada ser são as bonecas de encaixe, russas: as matrioskas (incrível porque a tradução é ouvir!, e entendo isto como uma convocação da vida pra escuta atenta em cada fase pro que a vida quer nela e de nós) ou babuchka (avozinha)/dyeduchka (avozinho).
Capto-as como diferentes fases e dimensões de nós que são inclusivas. As avós e os avôs trazem em si as dimensões do ser maduro, do adulto jovem, do adolescente, da criança…estas e outras fases que ainda nos habitam nas suas qualidades, talentos e habilidades para experienciar a vida). Exercitemos!!! Porque a vida nos convoca a estarmos aqui e agora.

Enfermeira obstétrica, Psicóloga e blogueira
Enfermeira obstétrica, Psicóloga e blogueira

Retalhos do Amor Maduro, Destinado à Mulher Madura!

Erich Fromm afirmou que “o amor imaturo diz: te amo porque preciso de você, o amor maduro diz: preciso de você porque te amo”. É uma diferença e tanto. Amar porque precisa. Precisar porque ama. Somos sinceros o suficiente para reconhecer os momentos em que o precisar nos faz amar? Somo humildes o suficientes para declarar o quanto precisamos daquilo/daqueles que amamos?

Clarice Lispector não é tão otimista, ao falar de amor. Ou talvez ela o seja. Bem, entre outras coisas, ela disse que “ninguém é maduro quando se trata de amor”. Contudo, notem o sutil deslocamento em relação ao sujeito. Em Erich, é o amor que é maduro ou imaturo. Já em Clarice, é ninguém. Retificando: Clarice só não leva muita fé em nossa maturidade, ao menos quando se trata de amor…

Clarice costuma estar certa. Na mesma direção a acompanha Martha Medeiros. Vejam que bela descrição ela faz da mulher madura:
“Sou uma mulher madura
Que às vezes anda de balanço
Sou uma criança insegura
Que às vezes usa salto alto
Sou uma mulher que balança
Sou uma criança que atura”

Mesmo assim, parece que não estamos sendo muito corretos em relação ao valor do tempo, da experiência. Uma coisa é brincar de balanço aos quinze anos. Outra, bem diferente, é brincar de balanço aos cinquenta. Onde acompanhamos Affonso Romano de Sant’Anna, quando ele afirma que “sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar”. Quantos homens sabem ou souberam esperar? Resposta: praticamente nenhum. É só nos darmos conta da quantidade quase absoluta de primeiros namorados ou maridos. Pouquíssimos são ou foram o ‘único’. Até aí, tudo bem. Ou, ao menos, na média. Mas quantos sabem amar esta mulher que agora está pronta como nunca? Quantos estão em condições de convida-la para brincar de balanço?
Uma questão final. Isso que acabamos de ler é mesmo um texto? Ou é uma colcha de retalhos de citações? Neste caso, acompanho Anuska Nardelli, pois parece que com os pensamentos é sempre assim: “em retalhos, são só detalhes. Em conjunto, podem cobrir o mundo”.

Autor: Marcelo Rodrigo Campos
Autor: Marcelo Rodrigo Campos