É no Tempo que fazemos tudo acontecer!

Tempo nada mais é do que um processo mental. Todos já vivemos a experiência de aguardar por cinco minutos, que nos pareceram horas, ou ter uma hora para terminar algo extenso, e esta uma hora passou como se fosse poucos minutos. Tempo depende portanto de organização mental. Eleger prioridades e aplicar disciplina para sua execução.

Priorizar significa tomar decisões, escolher entre alternativas. Precisamos construir o hábito de priorizar atividades em nossa vida. Tudo o que fazemos é resultado de hábitos que possuímos, assim se quisermos alterar nosso uso do tempo, temos que mudar nossos hábitos. Planeje sempre o seu dia, porém não se esqueça de deixar 25% não planejado para imprevistos, pois eles acontecem.

Habitue-se a ter tempo! Nossa cultura popular nos faz acreditar que só estamos produzindo bem, quando usamos todo o tempo disponível. Temos que rever nossas crenças e ter tempo para refletir, organizar, pensar e relaxar. Assim estaremos com equilíbrio suficiente para saltar de problemas para soluções. Ao planejar estabeleça critérios de prioridade, como por exemplo: essenciais (precisam ser feitas), complementares (atividades para delegar), desejáveis (se não forem feitas não atrapalharão em nada).

Não esqueça de planejar atividades pessoais como ir à academia, sair com os filhos, estudar, atividades de lazer, etc. Se não nos condicionarmos a ver nossa vida como um todo, corremos o risco de perder boa parte dela. Cuidado também com a protelação, não deixe nada para depois, comece e termine. Todas as pendências que permitimos em nossa vida acabam usando um tempo em nossa mente e impedem que nossas atividades fluam com o ritmo desejado.

Dentro do possível não deixe nada pendente. Trabalhe com cronograma e estabeleça uma data alvo anterior ao limite que você possui. Para desenvolver a tomada de decisões é importante realizar o descarte: eliminar objetos e papéis que não se usa mais. Porque temos que estar mais leves e livres para viver nossa vida. Tempo e vida são sinônimos.

Faça uma experiência, troque a palavra tempo de suas frases corriqueiras pela palavra vida, por exemplo, quando você diz: “Não tenho tempo para isso agora.”, você na verdade está dizendo: “Não tenho vida para isso agora.” Pense com profundidade nesse conceito e muitas das suas decisões ficarão mais fáceis e sua vida mais fluída.

Por fim, o passo mais importante na boa gestão do tempo: diga SIM para o que você quer e NÃO para o que não quer. A gente vive fazendo o contrário, assumindo compromissos que não desejamos e abrindo mão de atividades que queremos viver. O uso do tempo é o resumo da qualidade da vida. Ao fazer um bom uso do tempo você está construindo todas as condições para desfrutar de uma boa vida. Reflita sobre isto. Suerte

Autora: Dulce Magalhães Ph.D em Filosofia, escritora, palestrante e coach. www.dulcemagalhaes.com.br
Autora: Dulce Magalhães
Ph.D em Filosofia, escritora, palestrante e coach.
www.dulcemagalhaes.com.br

 

Que Papel Você Quer Viver?

Por: Dulce Magalhães

O mundo é um contínuo fluxo de expansão e retração. Não há nada parado no Universo. Assim também ocorre conosco. Não podemos ficar parados em uma situação, ideia ou método, correndo o risco de sermos atropelados pelo movimento contínuo que a mudança produz.

Num mundo em constante movimento ou você está indo em frente, ou está ficando para trás. Mesmo que seja nosso desejo, não é possível ficar parada no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa. Imagine uma pessoa parada numa estação de trem. Há um trem que parte rumo ao futuro. Para a pessoa que ficou parada na estação, a sensação é de que ela ficou no mesmo lugar. Entretanto para as pessoas embarcadas naquele trem, aquela pessoa está ficando para trás. Ou você embarca no trem, ou vai ficar para trás.

Se você não avança em sua rotina de vida. Não se aperfeiçoa, não estuda, não muda métodos e hábitos, você até pode imaginar que esta mantendo uma situação, mas se existe alguém em algum lugar, que esteja aprendendo, se desenvolvendo e crescendo, essa pessoa é a referência e está lhe deixando para trás.

Não há como escapar da mudança, ela está por toda parte, dentro e fora de nós. E, apesar de todos os nossos esforços, só há dois papéis a ser exercidos na mudança: o de agente da mudança ou o de vítima. Como agente, você tem a responsabilidade de aprender a lidar com o novo, de enfrentar os desafios, de elaborar as soluções. Como exige mudar para viver o papel de agente, algumas vezes nos acomodamos no papel de vítima da mudança. Nos sentimos atropelados pelo ritmo das coisas, parece que o mundo se volta contra nós. Passamos a responsabilidade dos resultados de nossa vida para as mãos de outros e encontramos culpados para tudo o que não estamos alcançando.

Ser vítima ou agente é apenas uma questão de decisão. Quando pensamos em problemas vividos e superados em nosso passado, nos damos conta de que naquele momento o problema parecia maior do que nós mesmos, mas olhando em retrospectiva podemos perceber que ao superarmos a situação passamos a colocar o problema em sua verdadeira dimensão: um estágio para um novo patamar de vida, onde nos tornamos mais fortes, mais confiantes e mais capazes. Esse é o único objetivo dos problemas, nos empurrar para uma situação de progresso. A próxima vez que você tiver que encarar um problema se pergunte: o que eu preciso aprender com isso? Na resposta está sua maior oportunidade de vida.

Quando percebemos um problema não como obstáculo, mas como um desafio para nossa própria evolução, a motivação e a criatividade para lidar com isso serão maiores. É a nossa percepção que define a qualidade de determinado evento em nossas vidas e o que percebemos é aquilo que passamos a vivenciar.
Os papéis que temos a viver em nossa trajetória de mundo são fruto das escolhas que nos cabe fazer. Nossa vida é uma materialização do estado de consciência em que nos encontramos, ou seja, é resultado do nível de percepção e da qualidade das escolhas que fazemos. Mudar de mundo é mudar de olhar. Construir um resultado depende de como vemos e do que escolhemos.

Pense sobre os dois papéis básicos no cenário permanente da mudança e observe quais deles você mais escolhe viver, a vítima ou a agente de mudanças. Essa avaliação tem o potencial de transformar profundamente seus resultados pessoais, profissionais, relacionais, financeiros, enfim qualquer área onde você coloque foco e aja. Reflita sobre isso. Suerte!

Dulce Magalhães
Autora: Dulce Magalhães Ph.D em Filosofia, escritora, palestrante e coach. www.dulcemagalhaes.com.br