Podcast Questão de Mulher #025 – Afinal, Por que Sofremos?

Neste episodio Shideh conversa com Luis Beust, sobre o motivo de porque as pessoas sofrem.

Luis Henrique Beust: É Mestre em Desenvolvimento Social e em
Educação, Arte e História da Cultura, sendo professor em cursos de pós-
graduação no Brasil e no exterior, atuando em locais como a Universidade
de Harvard e o University College, em Londres. É consultor da ONU e há
cerca de 30 anos vem atuando em mais de 30 países nas três Américas,
Europa, Oriente Médio e Ásia. É diretor executivo do Instituto Anima
Mundi, em São Paulo. Seu livro Educar por Inteiro, publicado
originalmente pela ONU, pode ser encontrado em formato eletrônico no
site do Anima Mundi (www.animamundi.org.br); e sua publicação mais
recente Afinal, Por Que Sofremos? pode ser obtida no mesmo site. Sua
obra, Como se constrói a Paz, em parceria com a Dra. Silmara Casadei,
voltado para o público pré-jovem, tem sido adotada em inúmeras escolas.

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Que Papel Você Quer Viver?

Por: Dulce Magalhães

O mundo é um contínuo fluxo de expansão e retração. Não há nada parado no Universo. Assim também ocorre conosco. Não podemos ficar parados em uma situação, ideia ou método, correndo o risco de sermos atropelados pelo movimento contínuo que a mudança produz.

Num mundo em constante movimento ou você está indo em frente, ou está ficando para trás. Mesmo que seja nosso desejo, não é possível ficar parada no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa. Imagine uma pessoa parada numa estação de trem. Há um trem que parte rumo ao futuro. Para a pessoa que ficou parada na estação, a sensação é de que ela ficou no mesmo lugar. Entretanto para as pessoas embarcadas naquele trem, aquela pessoa está ficando para trás. Ou você embarca no trem, ou vai ficar para trás.

Se você não avança em sua rotina de vida. Não se aperfeiçoa, não estuda, não muda métodos e hábitos, você até pode imaginar que esta mantendo uma situação, mas se existe alguém em algum lugar, que esteja aprendendo, se desenvolvendo e crescendo, essa pessoa é a referência e está lhe deixando para trás.

Não há como escapar da mudança, ela está por toda parte, dentro e fora de nós. E, apesar de todos os nossos esforços, só há dois papéis a ser exercidos na mudança: o de agente da mudança ou o de vítima. Como agente, você tem a responsabilidade de aprender a lidar com o novo, de enfrentar os desafios, de elaborar as soluções. Como exige mudar para viver o papel de agente, algumas vezes nos acomodamos no papel de vítima da mudança. Nos sentimos atropelados pelo ritmo das coisas, parece que o mundo se volta contra nós. Passamos a responsabilidade dos resultados de nossa vida para as mãos de outros e encontramos culpados para tudo o que não estamos alcançando.

Ser vítima ou agente é apenas uma questão de decisão. Quando pensamos em problemas vividos e superados em nosso passado, nos damos conta de que naquele momento o problema parecia maior do que nós mesmos, mas olhando em retrospectiva podemos perceber que ao superarmos a situação passamos a colocar o problema em sua verdadeira dimensão: um estágio para um novo patamar de vida, onde nos tornamos mais fortes, mais confiantes e mais capazes. Esse é o único objetivo dos problemas, nos empurrar para uma situação de progresso. A próxima vez que você tiver que encarar um problema se pergunte: o que eu preciso aprender com isso? Na resposta está sua maior oportunidade de vida.

Quando percebemos um problema não como obstáculo, mas como um desafio para nossa própria evolução, a motivação e a criatividade para lidar com isso serão maiores. É a nossa percepção que define a qualidade de determinado evento em nossas vidas e o que percebemos é aquilo que passamos a vivenciar.
Os papéis que temos a viver em nossa trajetória de mundo são fruto das escolhas que nos cabe fazer. Nossa vida é uma materialização do estado de consciência em que nos encontramos, ou seja, é resultado do nível de percepção e da qualidade das escolhas que fazemos. Mudar de mundo é mudar de olhar. Construir um resultado depende de como vemos e do que escolhemos.

Pense sobre os dois papéis básicos no cenário permanente da mudança e observe quais deles você mais escolhe viver, a vítima ou a agente de mudanças. Essa avaliação tem o potencial de transformar profundamente seus resultados pessoais, profissionais, relacionais, financeiros, enfim qualquer área onde você coloque foco e aja. Reflita sobre isso. Suerte!

Dulce Magalhães
Autora: Dulce Magalhães Ph.D em Filosofia, escritora, palestrante e coach. www.dulcemagalhaes.com.br