Sobre o Propósito

Propósito é uma das palavras de ordem do momento. Caso você não tenha clareza a respeito de qual é o seu propósito, você é carta fora do baralho, ao menos é assim que parece. Mas, afinal de contas, o que é esse tal de propósito?

Uma das maneiras de identificar o seu propósito é responder a quatro questões. A primeira: o que você ama fazer? Essa era para ser a pergunta fácil, contudo, nem sempre é assim. Nós não costumamos pensar a respeito. É mais comum que façamos o que consideramos obrigação. Vale investir um tempo refletindo sobre o que você ama fazer, a ponto de fazer até de graça, apenas pelo prazer que a execução lhe proporciona. Segunda pergunta: o que você faz bem feito? Oras, você gostar de fazer uma coisa não é garantia de que você a faça com primor. Caso você encontre algo que você ame fazer e você faça bem feito, você encontrou uma paixão. Terceira pergunta: o que lhe pagariam para fazer? Sim, por incrível que pareça, mesmo que você faria de graça, é possível que existam pessoas dispostas a pagar pelo que você ama e sabe fazer. Se isso acontecer, você encontrou uma profissão. Quarta questão: o mundo precisa disto? Qual a relevância disto que você gosta, sabe e lhe pagariam para fazer? Encontrou uma resposta positiva? Então você encontrou sua vocação, sai missão.

O Propósito é a solução para estas quatro questões de uma maneira articulada, interligada. Existe apenas um Propósito? Provavelmente não. Entretanto, você deve concordar comigo neste ponto: se encontrarmos ao menos um propósito de maneira sólida, a vida muda de perspectiva. E muda para melhor! Desejo que encontres suas respostas e identifiques o teu Propósito…

Autor: Psicanalista Marcelo Rodrigo Campos

Aline Rabelo: O anjo do lar e a antropologia da mulher

Escrever para mim é um desafio. Primeiro, porque há o estigma de que, quem tem formação em engenharia não sabe escrever. Segundo, porque convivo há muitos anos com aquela voz interna que cochicha no meu ouvido “desista enquanto é tempo Aline! O que você quer escrever é uma uma grande besteira! Nunca vai ser publicado porque está fora da norma acadêmica e sua opinião é irrelevante”.

Um dia, tive um grande alívio ao ler um texto da Virgínia Wolf, em que ela dizia que essa voz tem um nome e chama-se “o anjo do lar”. É um velho fantasma, de uma mulher doce e gentil que como uma sombra, a impedia de escrever e ter opinião própria. Um dia, ela decide exterminar este anjo para que sua voz pudesse ser ouvida, e sua escrita pudesse se fazer valer.

Às vésperas do dia internacional da mulher, este texto que escrevo é a prova do meu delito. Após muito afrontar este anjo que me rondava, consigo descobrir e estabelecer para mim mesma que não posso mais ser silenciada, nem por mim e nem pela opinião de ninguém. E estou muito feliz por ter sido acolhida aqui nesta coluna para organizar minha forma de expressão.

Por que uma engenheira decidiu fazer uma formação em antropologia da mulher? E o que é isso?

Um dia, passei por uma situação que me causou tanto constrangimento, que fiquei aos prantos e fui direto para o consultório da minha psicóloga. Ao final da sessão, ela me falou: “você está precisando escutar a voz de outras mulheres. Haverá uma nova turma em breve. Venha, participe do primeiro encontro, vai te aliviar”. E desde o primeiro encontro, eu me encantei, e hoje depois de quase dois anos, em breve me formarei nesta pós-graduação, em Antropologia da Mulher e Ecofeminismo, pelo Instituto Renascer da Consciência em Belo Horizonte.

Escutar as vozes de outras mulheres e entrar no universo do feminino me ajudou a compreender quem sou eu enquanto mulher e o universo ao meu redor. Aprendi que não sou “instável” e “de lua” como já me falaram, muito pelo contrário, sou cíclica e mutante como a lua. Ufa, que alívio! E que sacada genial, Batman! Porque ninguém me contou que ficaria muito mais fácil gravar a data da minha menstruação pelo calendário lunar?

A antropologia abre caminho para uma viagem histórica pelas sociedades antigas (chamadas ginocêntricas), aonde as mulheres tinham um papel central em seu funcionamento. Perpassa temas como a saúde da mulher e sua relação com a natureza, a jornada da heroína, os arquétipos das deusas, ancestralidade, e por ai vai. Aborda também assuntos densos, como a violência de gênero, muitas vezes simbólica e sutil, a qual vivenciamos em nosso dia a dia.

Temas fáceis, difíceis, doídos, mas sem “escorrer sangue”. Sem vitimismo ou distorção que muitas vezes se vê nos radicalismos e discursos de ódio da contemporaneidade. Não!!!! Todas nós unidas em um círculo, apoiando-nos para um entendimento maior sobre nossas questões. Expressando nossas emoções – dentre elas a raiva, como uma forma de exteriorizar situações de opressão e abuso, mas com muito amor, compreensão e respeito.

Na nossa turma, as formações são heterogêneas e nossas causas são singulares. Eu sou engenheira e fascinada pelo tema do teto de vidro (presença rarefeita de mulheres em posições da alta gestão das empresas), uma colega é psicóloga que trata mulheres vítimas de violência, minha querida companheira de quarto que é sexóloga, outra usa a arte como forma de terapia para crianças e por aí vamos.

Desta experiência da antropologia enquanto uma questão da mulher, venho aprendendo que o universo feminino é como um caledoscópio multifacetado e com diferentes visões. Dentro dele, estamos nós mulheres, e que a medida em que nos unirmos, nos aceitarmos e respeitarmos nossas diferenças, entraremos em uma nova lógica de se viver. Esta proposta, que a filósofa mexicana Marcela Lagarde conceitua como “sororidade”, é um princípio basilar de uma democracia entre as mulheres e para as mulheres para tornarmos nossas vidas e o mundo ao redor um lugar melhor para se viver.

Descanse em paz, meu anjo do lar. E que venha “essa nova mulher de dentro de mim, sem medo das sombras e livre para o amor”, como diz uma linda canção.

 

Aline Rabelo Assis

Engenheira civil que atua há mais de 15 anos em desenvolvimento de concessões de infraestrutura no Brasil, além de professora universitária e educadora. Atualmente vivendo em Florianópolis para a implantação do novo terminal do Aeroporto Hercílio Luz. Descobrindo novos territórios no universo do feminino para conviver melhor no ambiente da patriarcalidade corporativa.

 

A Comunicação na era Digital: você se comunica ou se trumbica?

Por: Mitra Granfar (facilitadora da PS Treinamento)

“Discurso é o efeito de sentido entre interlocutores”
(Michel Pêcheux)

Como você avalia a eficácia da sua comunicação na era digital em que vivemos?

Você já reparou que poderia ficar horas assistindo a algumas pessoas (em um vídeo do Youtube, por exemplo) enquanto outras te causam certo desconforto ao ver e/ou escutar? Conscientemente você não sabe, mas escolhe outra palestra ou outro canal de televisão. Se a conversa for presencial, pode acontecer do seu pensamento rapidamente se distrair e ir para outro assunto e, quando você se dá conta, está longe, em outro lugar – mesmo que de corpo presente!

24 Horas de Conexão: saber selecionar conteúdos e manter seu foco

Essa é umas das consequências da era virtual e digital em que vivemos e somos inevitavelmente permeados por ela. Quantas centenas de aplicativos são lançados diariamente? Quantos celulares você já trocou para se sentir parte da era tecnológica?

Nos meus contatos profissionais, percebo que nem os e-mails fazem mais sentido. A urgência de respostas torna o aplicativo ‘Whatsapp’ a grande invenção do momento – até que surja a próxima! Essa avalanche de informações pode ser muito produtiva, uma vez que acelera os acontecimentos, movimenta as negociações e catalisa os eventos.

Ela também nos conecta aos quatro cantos do mundo e muda a perspectiva das relações humanas. É preciso sair da caixinha e mudar o ângulo de visão para acompanhar a velocidade dos acontecimentos aos quais estamos todos expostos.

Universo Linguístico

Porém, mesmo com toda essa tecnologia que nos cerca, o contato humano com outro humano jamais será substituído.

É impossível vivermos sem relações de carne, osso e, acrescento, alma. Sentimentos, pensamentos, emoções, sintomas, chistes, sonhos e atos falhos são componentes da nossa constituição psíquica que inevitavelmente vêm à tona por meio da linguagem.

A linguagem em sua essência é opaca e heterogênea, ou seja, tenho diversas formas para dizer a mesma coisa ou, ainda, aquilo que eu elaborei para expressar pode chegar ao outro de um jeito diferente ao que havia planejado. Não há garantias frente à interpretação do meu interlocutor. E é nesse ‘gap’ entre um dizer e outro, uma fala e outra, que começam os ‘mal-entendidos’.
Para minimizarmos os efeitos de não sentido em nossas relações, temos um universo linguístico e comunicativo para lapidarmos e nos tornarmos conscientes. Imagine, literalmente, o universo: os planetas, cometas, sol, as estrelas…são interdependentes. Um não existe sem o outro.

O discurso, diálogo, corpo, a linguagem, postura, língua falada e a voz compõem a expressão e a comunicação humana! Formam um conjunto – e uma vez estruturados e alinhados resultam em uma oratória agradável para quem escuta e, assim, a comunicação se dá: nos turnos entre o eu e o você.

Lapide o seu Universo

Em todas as esferas da vida humana, a linguagem se faz presente. Pensamentos, informações e conteúdos circulam de um lado ao outro incessantemente. E, para que a transmissão aconteça, precisamos de órgãos emissores, como os órgãos fonoarticulatórios, e receptores, como o aparelho auditivo, por exemplo.

E é justamente aqui – mais especificamente, dentro de nós – que está a grande sacada para potencializarmos a nossa capacidade de comunicação com o outro. Como? A potencialização acontece quando tomamos consciência de que existe todo um aparato fisiológico por trás de tudo aquilo que temos intenção em comunicar.

Para auxiliar você nesse processo de tomada de consciência e para ajudá-lo a lapidar seu universo liguístico e comunicativo, queremos convidá-lo a participar do Workshop Upgrade de Facilitadores, que vai acontecer no dia 24/03, em Florianópolis.

O que esperar do Workshop

Você que trabalha com treinamento de times, facilitação de grupos e coordenação de equipes receberá ferramentas e exercícios que auxiliarão na transmissão dos conteúdos que precisa compartilhar com seus parceiros.

A troca de experiências com seus pares e o posicionamento perante um público com maior eficácia, trará a você segurança, credibilidade, coesão e coerência entre o que – e como – fala e faz. Perceber o timing entre falar e escutar também é importante!

Aprenderá também sobre os cuidados da voz, sobre impostá-la na hora certa, bem como melhorar a postura e a entonação vocal, além de utilizar as expressões gestuais, faciais e corporais ao seu favor!

Você sabia que aprender a respirar pode fazer toda diferença?

Orientações, dicas práticas e técnicas vivenciais sobre todos esses aspectos fazem parte do nosso workshop! Nosso time estará pronto para te receber. Daniel Spinelli e eu teremos o prazer de ajudar você nessa grande jornada!

As vagas são limitadas, inscreva-se aqui!

Fonte: PS Treinamento

Neurocientista da Harvard: Meditação não apenas reduz estresse, ela muda o seu cérebro

Pro Carolina Senna da Mandala Escola

Fonte: CONTI Outra

Sara Lazar, neurocientista do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola de Medicina de Harvard, foi uma das primeiras cientistas a aceitar as subjetivas reinvindicações a respeito dos benefícios da meditação e atenção plena e a testa-los com o uso de tomógrafos computadorizados. O que ela encontrou a surpreendeu – que a meditação pode, literalmente, mudar seu cérebro. Ela explica:

Porque você começou a prestar atenção para a meditação, atenção plena e o cérebro?

Eu e uma amiga estávamos treinando para a maratona de Boston. Tive algumas lesões por esforço e procurei um fisioterapeuta, que me disse para parar de correr e apenas fazer alongamentos. Então comecei a praticar ioga como forma de fisioterapia. Percebi que era muito poderoso, que eu tinha benefícios reais, então fiquei interessada em saber como funcionava.

A professora de ioga usou de vários argumentos, dizendo que a ioga iria aumentar a compaixão e abrir o coração. E eu pensei: “ok,ok,ok, estou aqui para alongar”. Mas comecei a perceber que eu estava mais calma. Estava mais apta a lidar com situações mais difíceis. Estava mais compassiva e com o coração mais aberto, e capaz de ver as coisas pelo ponto de vista dos outros.

Pensei, talvez fosse apenas uma resposta placebo. Mas então fiz uma pesquisa bibliográfica da ciência, e vi evidências de que a meditação havia sido associada à diminuição do estresse, da depressão, ansiedade, dor e insônia, e ao aumento da qualidade de vida.

A essa altura, estava fazendo meu PhD em biologia molecular. Então simplesmente resolvi mudar e comecei a fazer essa pesquisa como um pós- doutorado.

Como você fez essa pesquisa?

O Primeiro estudo avaliou meditadores de longa data versus um grupo controle. Descobrimos que os meditadores de longa data tem a massa cinzenta aumentada na região da ínsula e regiões sensoriais do córtex auditivo e o sensorial. O que faz sentido. Quando você tem atenção plena, você está prestando atenção à sua respiração, aos sons, a experiência do momento presente, e fechando as portas da cognição. É lógico que seus sentidos sejam ampliados.

Também descobrimos que eles tem mais massa cinzenta no córtex frontal, o que é associado à memória de trabalho e a tomada de decisões administrativas.

Já está provado que nosso córtex encolhe à medida que envelhecemos – se torna mais difícil entender as coisas e se lembrar das coisas. Mas nessa região do córtex pré-frontal, meditadores com 50 anos de idade tinham a mesma quantidade de massa cinzenta que pessoas de 25 anos.

Então a primeira pergunta foi, bem, talvez as pessoas com mais massa cinzenta no estudo já tivessem mais massa cinzenta antes de terem começado a meditar. Então fizemos um segundo estudo.

Pegamos pessoas que nunca tinham meditado antes, e colocamos um grupo deles em um programa de oito semanas de atenção plena com foco na redução de estresse.

O que você descobriu?
Descobrimos diferenças no volume do cérebro depois de oito semanas em cinco regiões diferentes dos cérebros dos dois grupos. No grupo que aprendeu meditação, encontramos um aumento do volume em quatro regiões:

  1. A diferença principal encontramos no giro cingulado posterior, o qual está relacionado às lembranças e auto- regulação.
  2. O hipocampo da esquerda, o qual dá suporte ao aprendizado, cognição, memória e regulação emocional.
  3. A junção temporoparietal, ou JTP, à qual está associada a tomada de decisões, empatia e compaixão.
  4. Uma área do tronco do cérebro chamada de Ponte, onde muitos neurotransmissores reguladores são produzidos.

A amigdala, a parte do cérebro responsável pelo instinto de ataque ou fuga, e que é importante nos aspectos da ansiedade, medo e estresse em geral. Essa área ficou menor no grupo que participou do programa de oito semanas de atenção plena com foco na redução de estresse.

A alteração na amigdala também foi associada a uma redução nos níveis de estresse.

Então por quanto tempo alguém precisa meditar até que comece a ver mudanças no seu cérebro?

Nossos dados mostram mudanças no cérebro após apenas oito semanas. Em um programa de atenção plena com foco na redução de estresse, nossos pesquisados participaram de uma aula por semana. Eles receberam uma gravação e foram solicitados a praticar por 40 minutos por dia em casa. E foi assim.

Então, 40 minutos por dia?
Bem, foi altamente variável no estudo. Algumas pessoas praticaram 40 minutos todos os dias. Algumas praticaram menos. Algumas apenas umas duas vezes na semana.

No meu estudo, a média foi de 27 minutos por dia. Ou em torno de meia hora por dia.

Ainda não existem dados suficientes sobre quanto alguém precise praticar para se beneficiar.

Professores de meditação lhe dirão, apesar de não existir absolutamente nenhuma base científica para isso, que comentários de estudantes sugerem que 10 minutos por dia podem trazer benefícios subjetivos. Ainda precisamos testar.

Nós estamos apenas começando um estudo que, com grande esperança, nos permitirá acessar quais são os significados funcionais dessas mudanças. Estudos de outros cientistas mostraram que a meditação pode melhorar a atenção e a habilidade de regular a emoção. Mas a maioria dos estudos não foi com neuroimagens. Então agora estamos esperançosos em trazer o aspecto comportamental e a ciência da neuroimagem para trabalharem juntos.

A partir do que já sabemos da ciência, o que você encorajaria os leitores a fazer?

Atenção plena é similar a um exercício. É uma forma de exercício mental, na realidade. E assim como o exercício melhora a saúde, nos ajuda a administrar melhor o estresse  e promove longevidade, a meditação se propõe a partilhar alguns desses mesmos benefícios.

Mas, assim como o exercício, não pode curar tudo. Então, a ideia é de ser útil como uma terapia de apoio. Não é uma coisa em separado. Já foi usado com muitos outros distúrbios e os resultados variam tremendamente – impactam alguns sintomas, mas não todos.  Os resultados são às vezes modestos. E não funciona para todos.

Ainda está muito cedo para se tentar concluir o que a meditação pode ou não fazer.

Então, sabendo-se das limitações, o que você sugeriria?

Lazar: Parece sim ser benéfico para a maioria das pessoas. A coisa mais importante, se você for tentar fazer, é encontrar um bom professor. Porque é simples, mas também é complexo. Você precisa entender o que está acontecendo na sua mente. Um bom professor não tem preço.

Você medita? E você tem um professor?
Sim e sim.

Que diferença fez em sua vida?

Tenho feito isso por 20 anos, então tem uma influência profunda em minha vida. Dá muito “chão” (ancoragem). Reduz o estresse.  Me ajuda a pensar mais claramente. É maravilhoso para interações interpessoais. Tenho mais empatia e compaixão pelas pessoas.

Qual a sua prática pessoal?

Altamente variável. Alguns dias pratico 40 minutos. Alguns dias cinco minutos.  Alguns dias não pratico nada. É muito parecido com exercício. Exercitar-se  três vezes por semana é maravilhoso. Mas se tudo o que você pode fazer é se exercitar um pouquinho todos os dias, isso também é uma coisa boa. Tenho certeza de que se praticasse mais me beneficiaria mais. Não tenho ideia se estou tendo mudanças no meu cérebro ou não.  E é isso que funciona para mim nesse momento.

Via mandalaescola.org. Encontrado em Nowmaste

Texto original: Brigid Schulte
Tradução: Joann Schaly

Facilitando treinamentos em tempos de Google. O que muda?

Por: Daniel Spinelli (Diretor e facilitador da PS Treinamento)
Fonte: PS Treinamento Empresarial

“Inteligência é o que você usa quando não sabe o que fazer”
Jean Piaget

Você já parou para refletir sobre como as mudanças pelas quais estamos passando estão impactando a forma como as pessoas aprendem? Não muitos anos atrás, as pessoas dependiam de professores, consultores, palestrantes e livros para ter acesso ao conhecimento. Com isso, até pouco tempo a sala de aula tinha um papel diferente do que tem hoje: os participantes tinham uma expectativa de acesso ao conhecimento. O papel do facilitador era de prover conhecimento, deveria ser alguém que dominava o conteúdo e a origem do mesmo. O programa de aula tinha uma linha específica para atender às expectativas de aprendizagem dos alunos e vinha ao encontro das habilidades de ensino dos facilitadores.

Mas, então, o que aconteceu?

Em poucos anos entrou uma verdadeira revolução no acesso ao conhecimento. Hoje, qualquer pessoa com acesso à internet é capaz de assistir aulas de mestres de cada assunto. Youtube, TED, blogs, wikipedia, podcasts, entre tantas outras ferramentas transbordam conteúdos dos mais diversos. Em poucas horas uma pessoa pode aprender muito sobre qualquer assunto que desejar, acessando instantaneamente o que há de mais moderno sendo discutido sobre temas diversos.

Armadilha

A maior armadilha que percebo é a lentidão na adaptação a essa nova realidade por parte de quem se propõe a prover aprendizagem presencial, sejam organizações ou facilitadores. Quantas salas de aula ao redor mundo estão em um universo de faz de conta só porque estão acostumadas com o fato de ter sido sempre assim.
Até mesmo o mercado de eventos de negócios já está sendo profundamente impactado por essas mudanças, afinal, por que eu deveria viajar e gastar meu dinheiro para participar de um evento cheio de pessoas disputando minha atenção para ver coisas que estão facilmente disponíveis na internet? Eu mesmo já deixei de ir a vários eventos depois que tive acesso aos nomes dos palestrantes e à lista de expositores.
A pergunta-chave agora é: “para que eu deveria ir até o seu curso, treinamento ou evento? O que eu terei lá de diferente que eu já não vou acessar via internet?”

Reflexão

Tenho vários aprendizados sobre esse assunto, com base nas contínuas revisões nos formatos de experiência de aprendizagem que tenho trabalhado nos últimos anos. Essas novas formas de desenhar programas de aprendizagem e atuar em sala partem de alguns princípios importantes:

Princípio 1: Com quem o participante aprende

O participante não aprende mais com o facilitador. Ele pode aprender com suas próprias pesquisas e experiências. Ele pode aprender com seus colegas e com as principais referências de um assunto. Mas nem por isso o facilitador deixa de ser importante no processo, desde que saiba se reposicionar para facilitar esses novos métodos.

Princípio 2: Como o participante aprende

Certamente não é mais sentado ouvindo uma aula tradicional com slides do power point. Ele cada vez mais aprende como protagonista no processo, de forma ativa. Aprende fazendo, pesquisando, debatendo e confrontando ideias. O facilitador que insistir em dar uma aula convencional corre o risco de perder a atenção dos participantes.

Princípio 3: A arte de sair da cena

Sim, o holofote não é mais no mestre. Mestre agora é quem sabe continuar facilitando e liderando uma sala de aula sem estar no centro das atenções. Esse princípio eu considero o mais desafiador, pois lida com o ego do educador. Sem um processo de autoconhecimento e ganho de autoconfiança, acho difícil esse passo ser dado. Já estive com diversos facilitadores que têm uma grande dificuldade nesse ponto e quase sempre a minha recomendação é: “trabalhe seu próprio desenvolvimento antes de mais nada”.

Princípio 4: O que apenas um evento presencial oferece e como potencializar isso?

Para cada situação e objetivo de aprendizagem essa resposta muda, mas uma coisa é certa: essa pergunta te ajudará tremendamente a sair do lugar comum e a prover experiências de aprendizagem significativas e diferenciadas. Afinal de contas, você quer que as pessoas saiam do seu curso ou treinamento com a clara percepção de que valeu a pena e de que nenhuma experiência digital teria sido capaz de proporcionar o que acabou de experienciar.

Os feedbacks que tenho recebido sempre que coloco em prática os princípios acima são de que valeu muito a pena ter participado, a aplicação pós-sala de aula é muito alta e a percepção das pessoas é de que o tempo de sala voou.
Claro que em cada um desses princípios poderíamos nos dedicar de forma mais aprofundada, e digo que se você trabalha com treinamento e desenvolvimento isso é uma necessidade.
Meu convite é que você não perca a oportunidade de confrontar cada um desses princípios com a forma como facilita hoje.

“A evolução do indivíduo é a evolução da sua consciência”
George Gurdjieff

Workshop de Facilitadores

Se quiser entrar nesse tema de forma mais profunda junto comigo em uma sala de aula, venha participar do workshop que farei junto com minha colega Mitra Granfar, no dia 24 de março, em Florianópolis.

As vagas são limitadas, inscreva-se aqui!

Sucesso e boas facilitações!

Workshop “Upgrade de Facilitadores”

Que tal reinventar seu modelo de facilitar treinamentos e coordenar grupos de aprendizagem?

É com grande prazer que divulgamos o nosso Workshop “Upgrade de Facilitadores”.

Atuamos no mercado brasileiro desde 1998, promovendo mudanças positivas por meio de abordagens engajadoras e eficientes de aprendizagem.

A partir dos nossos treinamentos in-company, percebemos a demanda de aprimoramento na área de treinamento e facilitação.

Portanto, nos propomos a compartilhar o know how adquirido ao longo dos 20 anos de experiência, com os profissionais que atuam com grupos e equipes no seu cotidiano.

Propósito:​

A proposta do Workshop “Upgrade de Facilitadores” é possibilitar uma experiência que trará ferramentas práticas, pautadas nas novidades do universo de aprendizagem e da facilitação de grupos.

Importante:

*Saia com um plano de aplicação; bem como com certificado de participação.

O que esperar deste Workshop:

  • Orientações fonoaudiológicas relacionadas à linguagem, aos cuidados vocais, posturais e de expressão.
  • Dicas de oratória.
  • Abordagens para personalização do trabalho durante a sessão de aprendizagem
  • Armadilhas da facilitação.
  • Metodologias de aprendizagem ativa.
  • Aplicando aprendizagem colaborativa.
  • Encadeamento didático.
  • Como potencializar a mudança.
  • Porque todo facilitador deveria meditar

 

​Vagas limitadas (apenas 24) garanta já a sua!​

Para mais detalhes e inscrição clique aqui .

Receitas para a Páscoa – Ovo de Páscoa de travessa

 

OVO DE PÁSCOA DE TRAVESSA

Fonte: Aqui Na Cozinha

Classificação: 5

Tempo de Preparo: 1 hora

Tempo de Cozimento: 30 minutos

Tempo Total: 1 hora, 30 minutos
Rendimento: 18 a 20 porções

Tamanho da Porção: 1 fatia

 

Ingredientes

Primeira Camada – Creme de Chocolate

  • 3 xícaras (de chá) de leite
  • 6 colheres (de sopa) de amido de milho (maisena)
  • 5 colheres (de sopa) de chocolate em pó (meio amargo ou ao leite)
  • 1 lata de leite condensado (395 g)
  • 3 colheres (de sopa) de açúcar

Segunda Camada – Paçoca

  • 10 paçocas (do tipo rolha)

Terceira Camada – Caramelo (salted caramel)

  • 2 xícaras (de chá) de açúcar
  • 1/3 de um tablete de manteiga sem sal (tablete de 200 g)
  • 1 caixinha de creme de leite (200 g)
  • 1/2 colher (de chá) de sal

Cobertura – Ganache

  • 400 g de chocolate meio amargo (de boa qualidade)
  • 1 e 1/2 caixinha de creme de leite (caixinha de 200 g)

Modo de Preparo

Creme de Chocolate
Em uma panela, coloque o amido de milho e o chocolate em pó, dissolva os dois com o leite frio. Depois junte todos os outros ingredientes, misture bem e leve ao fogo, mexendo sempre. Assim que começar a ferver e engrossar deixe cozinhar por 5 minutos. Depois cubra o creme com papel filme para evitar criar crosta e deixe esfriar. Reserve.
Dica – Se o seu creme empelotar, depois de pronto passe por uma peneira que resolve o problema.

Caramelo (salted caramel)
Coloque o açúcar em uma panela, leve ao fogo e deixe derreter. Mexa com cuidado, puxando o açúcar do meio para as pontas para ele derreter por igual. Assim que ele ficar levemente dourado, acrescente a manteiga, retire do fogo e mexa bem até incorporar. Depois acrescente o creme de leite, volte para o fogo bem baixo e misture até ficar tudo homogêneo. Acrescente o sal. Deixe amornar para usar. Reserve.
Dica – Use a manteiga sem sal, mesmo que vá incorporar o sal depois, dá diferença.

Ganache
Em uma panela aqueça o creme de leite até quase ferver (não deixe ferver), junte o chocolate bem picadinho ou ralado, deixe uns 2 minutos e depois mexa bem até dissolver o chocolate completamente. Use imediatamente.

Montagem
Em uma travessa coloque todo o creme de chocolate (já frio ou morno). Pique 8 paçocas por cima do creme (não precisa desmanchá-las completamente, pedaçuda fica mais gostosa). Depois derrame o caramelo morno por cima, cobrindo tudo. Por fim, cubra tudo com a ganache de chocolate, ela tem que estar quente para espalhar melhor. Cubra a travessa com papel filme e leve a geladeira por umas 4 horas. Depois enfeite com as 2 paçocas que sobraram e sirva.

Dicas

Use um chocolate (tanto o em pó como o em barra) de boa qualidade. Não use fracionado ou com gordura hidrogenada, não fica gostoso.

Uma ideia é fazer o creme de chocolate no dia anterior (mas não esqueça de colocar o papel filme) e no dia seguinte, faz o caramelo e a ganache e depois já monta a sobremesa.

Usei uma travessa de 27 cm de diâmetro com 8 cm de altura.

Pela primeira vez, Exército recebe mulheres na Aman para ensino militar bélico

Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil

Pela primeira vez na história do Exército Brasileiro, as mulheres poderão se tornar oficiais combatentes e chegar à patente de general e até ao comando do Exército. Este ano, 33 alunas foram recebidas na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, no estado do Rio de Janeiro, e serão as pioneiras na linha de ensino militar bélico da força.

No fim de janeiro, elas foram recebidas na academia, oriundas da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), para o período de adaptação e, neste sábado(17), entraram oficialmente na Aman, na cerimônia de passagem dos novos cadetes pelo Portão Monumental. Somente após essa cerimônia, o aluno passa a ser chamado de cadete e, após o curso de quatro anos de formação de oficial combatente, é declarado como aspirante a oficial.

Em entrevista à Agência Brasil, a aluna Ana Luiza Santana, de 19 anos, disse que o primeiro ano na EsPCEx foi muito gratificante. “Saí de lá bem melhor que entrei”, disse. “Homens e mulheres têm pontos de vista diferentes sobre os mesmos assuntos. Isso pode acrescentar ao Exército”, ressaltou Luiza ao comentar a decisão do Exército em aceitar as mulheres na linha bélica. “Está sendo uma vitória para mim. A formação é difícil, mas eu sinto que consigo me superar a cada dia”.

Segundo o subcomandante da Aman, coronel Sebastião Roberto de Oliveira, há quase 30 anos, o Exército tem comandantes e oficiais mulheres nas áreas de tecnologia, saúde e educação, por exemplo. “Já não nos estranha a presença feminina, encaramos de forma natural. Há uma integração positiva entre eles. Agora vão estar mais na frente de combate”, disse.

Oliveira explicou que toda a academia foi preparada e adaptada para a inserção das mulheres, foram feitas tanto mudanças estruturais, em alojamentos e regulamentos de vestimenta, por exemplo, como a capacitação de instrutores. “Mas não tem tratamento diferenciado”, disse, ressaltando que os aspectos fisiológicos e capacidades físicas são respeitadas.

Para o coronel, as características que são mais expressivas nas mulheres também poderão contribuir para sua função no Exército. “A comunicabilidade da mulher, ela é mais comunicativa, pode ajudar em alguns aspectos. Elas também são mais detalhistas, e podem ajudar também com essa habilidade”, explicou. “Estamos bastante felizes. É algo natural na sociedade, a mulher sendo valorizada. Somos parte da sociedade, e a presença da mulher é bastante importante”, disse.

Segundo a aluna Maria Cecília da Silva Vieira, de 18 anos, a adaptação na Aman está acontecendo de forma natural. “A gente não fica lembrando que é a primeira turma [com mulheres], me sinto incluída, especialmente pelos homens da minha turma”, disse. Ela revela que ainda não pensou qual curso escolherá na academia. “Aqui, na Aman, como é muito puxado [o treinamento], acho que posso falar por todos os alunos, que a nossa aspiração é chegar até o final de semana”, disse ela, rindo.

O concurso para a EsPCEx reservou 10% do número de vagas masculinas para as mulheres; 400 homens e 40 mulheres ingressaram na escola preparatória. Dessas, 33 passaram para a Aman. Este ano, elas realizarão o curso básico e, do segundo ao quarto anos na academia, os cadetes seguem a formação já dentro de cada especialidade – Armas (infantaria, cavalaria, artilharia, engenharia e comunicações), Quadro de Material Bélico ou Serviço de Intendência.

Para o aluno João Pedro Gomes, de 19 anos, é uma honra estar na primeira turma com as mulheres. “Não existe competição, existe cooperação para o trabalho. Eu acho que vai ser ótimo para o Exército”, disse.

Edição: Aécio Amado

Documentário mostra papel das mulheres no futebol de várzea paulistano

Por Daniel Mello – Repórter da Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil

 

O papel das mulheres nos times de futebol amador na periferia de São Paulo é o tema do documentário Mulheres do Progresso: muito além da várzea. O curta-metragem estreia na noite de quarta-feira 21/02 no Cine Olido, no centro da capital paulista. As quatro mulheres que têm suas histórias retratadas no filme estarão presentes para conversar com o público.

“Quando a gente fala de futebol, automaticamente já vem essa imagem masculina, A gente nunca imagina que o diretor do time é uma mulher”, destaca a diretora e roteirista Jamaica Santarém, ao comentar como o documentário mostra a importância das mulheres na organização dos times. O trabalho delas se estende, segundo a cineasta, também para fora do campo. “A gente percebeu que toda a atuação dessas mulheres vai além da várzea. A várzea é como se fosse um elo para que elas tenham uma atuação voltada a essa periferia. Todas têm jornada dupla, tripla, são mães. Todas têm uma atividade que executam dentro da comunidade”, acrescentou.

Um exemplo disso é Sindy Rodrigues, que não só é vice-presidente do Esporte Clube Explosão da Vila Joaniza, na zona sul paulistana, como faz parte do Conselho de Políticas para Mulheres da região. Acompanhando o pai desde o começo do time, Sindy, que hoje tem 27 anos, está envolvida desde criança com a várzea. “Eu sempre participei, desde pequenininha”, afirma Sindy, que é mãe de cinco filhos.

União das quebradas

Nos últimos seis anos, quando começou a exercer cargos na gestão do time, ajudou a expandir a atuação do Explosão. “Eu consegui, de certa forma, levar o nome do time para outras regiões. Antes, a gente só jogava aqui na região. Começamos a jogar na zona norte, na zona leste”, conta.

Segundo Jamaica, o esporte é mesmo uma forma de troca e união entre os moradores das zonas periféricas da capital paulista. “Esses jogos, esses festivais, esses campeonatos criam essa possibilidade de unir todas as quebradas. Você vê que todo mundo dos times se conhece, por mais que exista uma rivalidade dentro de campo”, ressalta a diretora do filme.

Os times são núcleos, de acordo com Jamaica, de afeto e solidariedade. “Cada time é uma família. Eles se ajudam. Se um tá com problema financeiro, eles juntam grana para ajudar o jogador. Se tem um jogador que precisa de atendimento médico e não tem condições, eles se ajudam”, exemplifica.

No Explosão, Sindy busca agora forças para apoiar as categorias de adolescentes. “A gente poder oferecer o lanche antes da partida, uma chuteira decente. Porque tem criança que nem tem chuteira, pega emprestado”, diz, ao comentare o tipo de estrutura que gostaria que o clube pudesse oferecer aos jovens.

Após a estreia no Cine Olido, com três exibições, o curta-metragem, que tem 14 minutos, será levado a quatro comunidades retratadas no trabalho. A produção é da Rede Doladodecá, com fomento do Programa de Valorização de Iniciativas Culturais (VAI) da prefeitura de São Paulo.

Edição: Graça Adjuto

Poesia dos átomos, de Rumí

Meninas, compartilho com vocês um pouquinho de poesia das minhas raízes persas. Olhem que bonito!

Abaixo do vídeo, compartilho a tradução em português.

Oh … Sol, desponte para que os átomos dancem
És Aquele que faz com que a terra e os céus dancem
Almas alegres, em êxtase, dançam
Eu sussurro em seus ouvidos onde é que eles dançam
No deserto ou no espaço
Nas matas e no ar
Venere cada átomo existente
Porque eles também, como nós
Estão confusos e maravilhados
Seja no estado de grande prazer
Ou no estado de tristeza profunda
Cada átomo,
Pelo Sol inefável, é mistificado e fica perplexo