Carta à minha Mãe

Mãe,

Sei que todas as mães são boas e que algumas até são capazes de dar sua vida pelos filhos. Sei também que sofrem muito desde a gestação até criar os seus filhos; mas que também são recompensadas por ter alguém para amar a vida toda. Por ter alguém para proteger e dividir os problemas, para trazer felicidade e preocupação, para consolar e ser consolada.
Mãe, sei que muitas vezes te deixo preocupada e insatisfeita, mas acredite: em cada dia que se passa eu estou mudando e tentando evoluir. E um dia, se Deus quiser, eu vou retribuir não só o amor, mas todas as coisas que já fez por mim e já me deu. Quero que tenha orgulho de mim assim como eu tenho de você. Porque para mim você é a melhor mãe do mundo.
Hoje no dia do seu aniversário, quero parabeniza-la pelo simples fato de existir. Porque Deus quando te fez como sua filha foi com a missão de criar bem seus filhos e mostrar-nos o lado bom da vida. Sendo assim, eu só tenho que agradecer.
Muito obrigada por me ensinar as coisas boas para que eu possa sempre seguir o caminho certo.

Mensagem:

Procure dar mais

Uma boa palavra…

Um sorriso…

Um gesto de incentivo…

Um pensamento generoso.

E você há de sentir em seu coração a grande verdade: é muito melhor dar que receber!

Ainda não percebeu isto?

Experimente, então!

Ajude alguém, desinteressadamente, e observe como lhe virá bater à porta, com as mãos cheias de alegria, a maior felicidade que você possa conhecer em sua vida.

A felicidade de dar!

Carta escrita para o parabenizar minha mãe em 22.10.94, há 21 anos atrás…

Mas dedico essa carta hoje a todas as mães para parabeniza-las nesse dia tão especial que é o dia Internacional da Mulher.

livia-croce
Lívia Croce
Coach, Empresária, Palestrante e Consultora Empresarial
www.vivavocejf.com

Ritmos do Feminino – um projeto de liderança feminina

ritmos do feminino Ritmos do Feminino é um projeto de liderança feminina transpessoal inspirado nas lições dos mitos e lendas do famoso livro “Mulheres que correm com os lobos” da autora junguiana Clarissa Pinkola Estés.

O projeto, criado e conduzido pela educadora transpessoal Juliana Leonardi, parte da livre interpretação do significado da liderança feminina a partir de uma perspectiva transpessoal, tendo por base, os contos sobre o feminino selvagem de vários povos e culturas recolhidos e narrados por Clarisse Pinkola Estés.

No projeto o mergulho nos mitos acontecem paralelamente ao trabalho com vivências artísticas, expressivas, mitodramáticas e prática de artes curativas femininas.

As histórias permitem a cada mulher acessar sua própria jornada mítica, resgatando, assim, os ritmos do acolhimento, do recolhimento, da nutrição do ser e do saber agir como consciência de grupo de serviço no presente desafio planetário.

Ao longo de nove workshops independentes que tem por linha condutora nove mitos selecionados do livro “Mulheres que correm com os lobos”, o projeto se propõe a trabalhar diferentes aspectos e vivências do poder feminino nos caminhos da autoliderança e da liderança como consciência de grupo.

Assim, de mito em mito, aprendemos a reconhecer as lições de cura e de liderança do feminino, transformando nosso modo de pensar, sentir e agir de forma a construir uma liderança feminina pautada nos valores da ética do cuidado, da vida criativa e da solidariedade.

12418039_220199211655169_4289791178578559002_n O primeiro workshop do projeto chama-se Pele da Alma e traz a lenda da Mulher-Foca contada nas regiões da Irlanda, Escócia e Finlândia. A jornada mítica dessa história é um convite a uma aventura especial: O retorno ao lar, o lugar ao qual pertencemos.

workshop 2 A Bruxa como Mestra é o segundo workshop do projeto. Inspirado no antigo conto russo de Vasalisa, somos convidadas nessa belíssima história a espremer a verdade das coisas, reconhecendo, afinal, que não é a mãe boa e sim a mãe selvagem, aquela que chamamos de bruxa, que nos prepara para o uso da intuição, da capacidade de discernir as coisas e extrair a verdade das experiências que vivemos, substituindo, assim, a inocência pela maturidade da mulher selvagem.

O terceiro workshop do projeto chama-se Fome da Alma e traz a famosa história escrita por Hans Christian Andersen Os sapatinhos vermelhos. Aqui somos convidadas a encarar as armadilhas interiores que nos levam ao aprisionamento da alma, a reconhecer escolhas autodestrutivas que fazemos em nossas vidas e aprender a conquistar um autodomínio sobre as forças de loucura e de morte que existem em nós.

Pertencimento é o quarto workshop do projeto e traz a lenda de Hans Christian Andersen O patinho feio. Nesta jornada mítica somos convidadas a descobrir aquilo a que pertencemos e reencontrar nosso grupo de almas. Este é um conto de cura sobre o reencontro com o nosso grupo de serviço na terra.

O quinto workshop chama-se Os Ciclos do Amor e traz a antiga história do povo inuit A mulher-esqueleto. A história nos convida ao desenvolvimento de uma capacidade miraculosa de amar nos diferentes ciclos da vida, superando o ilusionismo romântico que entende o amor como procura de mero prazer ou estabilidade nos ciclos da prosperidade. É preciso, como bem indica Clarisse Estés, encarar da forma mais elegante, inteligente e persistente os ciclos de vida-morte-vida da natureza e do destino que, afinal, são os próprios ciclos do amor. Para que se crie um amor duradouro é preciso aprender aceitar e abraçar todos os ciclos de vida-morte-vida que fazem parte da natureza e das relações.

Os Caminhos do Perdão traz o sexto workshop do projeto. Conta a lenda japonesa O urso da meia-lua. A jornada do Urso da meia-lua é um convite ao trabalho de cura com a raiva, entendendo que no processo de transformação da dor, da fúria, a liberação da mesma é obrigatória para que a jornada possa completar seu ciclo. A grande lição dessa lenda é nos indicar como liberar e trabalhar com o poder da raiva de forma saudável.

O sétimo workshop do projeto chama-se Rio por baixo do rio e traz a lenda mexicana La llorona. Essa lenda é um convite a permissão dos fluxos da criatividade e da capacidade criadora da mulher como essenciais no processo de cura e regeneração do ser. Nesse trabalho iremos explorar o tema da criatividade como parte da força maior do ser e do processo de alimentação psicoespiritual do princípio feminino.

Terra fértil traz o oitavo workshop do projeto e conta as histórias daquelas que ficaram conhecidas na cultura mundial como Deusas Sujas. Neste penúltimo workshop percorreremos lendas e histórias de deusas que nos convidam a resgatar a dimensão do sagrado na sexualidade e, mais especificamente, da obscenidade como um aspecto da sexualidade sagrada, obscenidade entendida como princípio vital para a natureza selvática, princípio que resgata a dimensão do riso, do encantamento e do corpo na vida. A capacidade de manter o humor e as passagens desobstruídas é a grande lição que Baubo e Coyote Dick irão nos trazer nesse inesquecível encontro.

O nono e último workshop do projeto chama-se O Uivo e traz a lenda da Mulher-lobo contada no México. Esta é uma jornada que nos convida a arte de fazer renascer o que foi dado por morto, da intimidade perdida que nos ensinava a cuidar dos ossos que negligenciamos em nossas vidas, da capacidade de recuperar internamente tudo o que necessita de nosso sopro para viver uma vez mais.

Facilitadora
Dra. Juliana Leonardi

Doutora em Ciências da Saúde, com ênfase em Arte e Saúde Mental pela USP de Ribeirão Preto (SP). Mestre em Enfermagem, com ênfase em Arte e Saúde Mental pela USP de Ribeirão Preto (SP). Bacharel em Musicoterapia, com ênfase em Musicoterapia e Saúde Mental pela Universidade de Ribeirão Preto. Licenciada em História, com ênfase em História da Arte pelo Centro Universitário de Brasília. Licenciatura em Pedagogia (em andamento), com ênfase em Arte Educação pela Universidade de Uberaba. Facilitadora do projeto “Ritmos do Feminino” para diversos círculos de mulheres no Brasil. Co-autora do livro Saúde Mental e Arte – Prática, Saberes e Debate com Dr. Paulo Amarante e Dra. Fernanda Dra. Nocam. Áreas de atuação: Educação para a Paz, Eco-Espiritualidade Feminina, Educação Transpessoal, Liderança Feminina Transpessoal, Terapias Artísticas, Mindfulness e Healing Arts.

Mais informações em: https://www.facebook.com/ritmosdofeminino

“Leia Mulheres” clube que incentiva leitura de livros da autoria de mulheres

Em 2014 a escritora Joanna Walsh propôs o projeto #readwomen2014 (#leiamulheres2014) que consistia basicamente em ler mais escritoras, pois o mercado editorial ainda é muito restrito e as mulheres não possuem tanta visibilidade, por isso a importância desse projeto.

as três amigas e ativistas Juliana Leuenroth, Juliana Gomes e Michelle Henriques decidiram levar isso para livrarias e espaços culturais, convidar a todos a nos acompanharem nas leituras de obras escritas por mulheres, de clássicas a contemporâneas e criaram em clube Leia Mulheres, que teve início em São Paulo, logo se expandiu por todo país..

A maioria das pessoas que frequenta o clube não é do meio editorial. Elas têm profissões diversas, e essa troca de experiências é o mais bacana.

Hoje, já tem clubes de leitura em São Paulo, Rio de Janeiro, Boa Vista, Recife, Curitiba, Sorocaba, Itapetininga, Fortaleza, Salvador, Porto Alegre, Campina Grande, Maceió, São Bernardo do Campo, Campinas, Brasília, Belo Horizonte, Sarapuí e Juiz de Fora.

fonte: catraca livre

Elza Soares foi votada como melhor cantora do milênio

Considerada pela BBC, como “a melhor cantora do milênio” Elza, conhecida no mundo todo como A Rainha do Samba, foi descrita pela revista internacional Time Out como “uma mistura explosiva de Tina Turner e Celia Cruz”.

Nascida na favela da Moça Bonita, ela passou a infância “rodando pião e brigando com os meninos”.
Com 12 anos ela casou pela primeira vez aos 12 anos, teve seu primeiro filho aos 13, ficou viúva aos 21 e se consagrou como cantora com sucesso internacional aos 30.
Para além de Elza Soares ser um ícone como pessoa e como artista, é acima de tudo um exemplo de superação.
A vida não foi nada doce para Elza: Ela teve força para enfrentar inúmeras dificuldades e mesmo assim, sempre subiu ao palco com um sorriso escancarado no rosto pra contagiar as suas plateias com toda a alegria do samba.

Sua expressão é dura, suas feições felinas e exageradas, ornamentadas pelo seu cabelo afro volumoso sempre coroado com flores ou um turbante, seu sorriso é rasgado e sincero, sua voz metálica, rouca, suja e carrega o peso de 6 décadas, sua personalidade é forte, sensual, presente, curta, grossa e incansável.
Hoje com 78 anos e 60 anos de carreira musical, seu samba já inspirou três gerações. Ela é um clássico que provou que enquanto estiver viva vai continuar sempre adaptando com muito talento às novas gerações e aos novas realidades.

Em Outubro ela nos surpreendeu mais uma vez lançando o primeiro álbum de 11 faixas super contemporâneas, inteiramente composto por músicas inéditas, depois de sua longa discografia recheada de interpretações de músicas muito bem conhecidas pelo Brasil. Os principais temas do “A Mulher do Fim do Mundo” são a violência contra a mulher, sexualidade, negritude, morte, e sexo. Mas trata também de racismo, de misoginia, de transfobia.

Elza conseguiu aos 78 anos fazer um álbum que forte e cortante, que é melancolia, sofrimento e também é liberdade, como é Elza Soares e como é a mulher brasileira. Suas músicas empoderam a mulher e os as personas non gratas da nossa sociedade, ele toca na ferida, mas nos acorda para a vida.

Louvores a Ela a cara do Samba no Brasil e no Mundo! Palmas para ela e reverências a Elza Soares!

Bactéria que impede a obesidade – Será?

Micro-organismo criado por cientistas dos EUA envia sinais para o cérebro, freando o apetite – e evitando o ganho de peso

Atualmente 2,1 bilhões de pessoas está acima do peso, ou seja: Trinta por cento da população mundial.
pessoa obesa
A humanidade está perdendo a guerra contra a obesidade. Mas e se existisse uma solução quase milagrosa para conter a onda de excesso de peso? Talvez exista. É o que indica o resultado de uma experiência a feita por cientistas americanos, que criaram uma bactéria capaz de impedir o ganho de peso. É uma versão mutante da Escherichia coli, bactéria que faz parte da nossa flora intestinal e costuma ser inofensiva. Os pesquisadores colocaram um gene a mais na E.coli. Graças a isso, ela ganhou um poder: fabricar N-acilfosfatidiletanolamina. Esse hormônio de nome comprido normalmente é produzido pelo corpo humano, e tem uma função simples: indicar ao cérebro que a pessoa comeu o suficiente. Ele freia o apetite.

Um grupo de ratos de laboratório recebeu a superbactéria trangênica, misturada com água. Os bichinhos tinham alimentação à vontade, podiam comer o quanto quisessem. Mas, depois de oito semanas, algo impressionante aconteceu. Os níveis de obesidade caíram. Os ratos não só não engordaram; eles haviam perdido peso. Tudo porque a bactéria mutante se instalou no organismo deles e começou a produzir o tal hormônio, tirando a vontade de comer em excesso. Depois que os bichos pararam de receber a E.coli modificada, o efeito durou mais quatro semanas. Não houve efeitos colaterais.
Agora, os pesquisadores querem testar a descoberta em humanos. Se ela funcionar, será possível criar uma bebida probiótica (tipo Activia ou Yakult) contendo a tal bactéria – que as pessoas beberiam para emagrecer.

matéria retirada de: http://super.abril.com.br/

Empregada doméstica vira juíza: estudou com livros do lixo

Desistir? Jamais! A história de superação da juíza Antonia Marina Faleiros é inspiradora!
Com 12 anos, ela trabalhava em um canavial no interior de Minas Gerais.
Filha de um trabalhador rural e uma dona de casa, Antonia foi correr atrás de uma vida melhor em Belo Horizonte quando fez 21 anos.
Na cidade grande, a moça da roça, que teve 4 irmãos, foi empregada doméstica e chegou a dormir oito meses em um ponto de ônibus, porque não tinha onde passar a noite. Enfrentou o frio e o perigo da capital mineira.
“Nos primeiros dias tive que ficar na casa de parentes, fingindo que estava de passeio. Fiquei um período, mas chegou um momento que ficou insustentável, não dava para ficar de favor. Tive que me arrumar. Arrumei um emprego de empregada doméstica, mas a patroa não gostava que a funcionária dormisse na casa dela, porque ela achava que tirava a liberdade dos donos da casa. Para não ser obrigada a retornar para o interior, para a roça, e ter que abrir mão do meu sonho de fazer um curso superior e trilhar um caminho diferente daqueles que moravam na minha terra, eu mentia para minha mãe que dormia na casa da patroa e fingia para a patroa que dormia na casa de parentes. Mas na verdade eu não dormia na casa de ninguém porque eu não tinha onde morar. Eu passava a noite sentada fingindo que estava esperando ônibus. Como era um ponto muito movimentado, dava para enganar”.

Apostilas do lixo
Para conseguir aprovação em seu primeiro concurso, de oficial de justiça do Tribunal de Justiça de Minas, ela catava, no lixo, folhas borradas de um mimeógrafo onde eram feitas apostilas de um cursinho preparatório.
“Eu vi a secretária descartando algumas folhas, que ela passava no mimeógrafo e jogava fora. Peguei e percebi que dava para ler, apesar das folhas borradas. Aquele dia eu catei algumas e a partir daí, eu passei a ir rotineiramente na sede do cursinho. Hoje, relembrando essa história, eu desconfio que aquela secretária, cujo nome não sei e nunca mais a vi, percebeu que eu estava pegando aquelas folhas porque as folhas borradas passaram a ficar em uma lixeira seca, sem copinhos de café. E aí eu fui catando aquelas folhas e estudando, o que foi suficiente para eu fazer uma pontuação boa na tal noção de direito. Com isso, eu consegui, junto com as boas notas em matemática e português, o terceiro lugar no concurso”, lembra.

Ajudar
Hoje, aos 52 anos, casada, a juíza procura fazer a diferença por onde passa. Ela ajuda projetos sociais com crianças em Lauro de Freitas, Bahia, onde exerce o cargo de juíza da 1ª Vara Criminal da cidade.
Dra Antônia também desenvolveu um projeto voltado para o resgate da cidadania dos carvoeiros e de seus familiares da cidade de Mucuri, na Bahia, ganhando prêmio no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
“A minha história de superação serve para eu ter a certeza de que, com a minha profissão, eu tenho que dar espaço para quem não tem espaço”, pontua.

Leia parte da entrevista concedida ao portal Gazeta online:
Dedicação
“Sempre gostei de estudar. Fui alfabetizada pela minha mãe com 4, 5 anos e sempre fui adepta da leitura. Ela sempre dizia uma frase que eu repito para os meus sobrinhos: quem tem a cama feita pode se contentar com o razoável. Quem não tem a cama feita, deve ser muito bom no que faz”, conta.

Orgulho da família
“Tive a oportunidade de ouvir muitas vezes o orgulho dos meu pais de ver a filha formando. Sempre ajudava muito meus pais e irmãos. Meu pai chegou a verbalizar a alegria, principalmente porque havia aquele temor de que a menina fosse para a capital e se envolvesse com coisas erradas, voltando inclusive com um filho sem pai. E minha família era muito tradicional e simples do interior. Meu irmão Edésio, mais velho depois de mim, já falecido em um trágico acidente no Espírito Santo, sempre dizia que a minha história era um marco. Eu fui uma das poucas da minha geração que fez a faculdade naquele tempo. Eu rompi uma barreira”.

Abençoada
“A mulher Antônia Marina Faleiros é uma mulher abençoada, de uma família abençoada, e que teve sorte de encontrar pessoas de bem pelo caminho. Considerando a história de vida,tudo que eu passei, eu dei um salto que eu gosto de sempre reprisar para firmar que isso é possível: a filha de um trabalhador braçal semi-analfabeto e de uma dona de casa simples, que passou por todas essas histórias, que conheceu o creme dental com 11 anos, que teve que trabalhar cedo, pode estudar e chegar aonde quer. Todos nós podemos”.

Lição
“Conto brevemente a reação da minha mãe quando contei para ela que tinha passado em terceiro lugar no concurso de oficial de justiça. Ela me indagou: ‘a prova estava tão difícil assim?”. Ainda rebati e disse: ‘Mãe, pense bem, quantas pessoas ficaram para trás?’. E ela me disse assim: ‘você já viu corredor olhar para trás? Corredor olha para frente’. Então eu digo sempre isso: temos que olhar para frente e não para as dificuldades que passamos. É pensar no quem tem que ser alcançado, é ter disciplina e meta”.
“Gosto de contar essa história para reafirmar: a filha de uma dona de casa simples e de um trabalhador rural pode sim alcançar o que quer. Todos nós podemos”, se orgulha ela.

matéria original: http://www.sonoticiaboa.com.br/
Com informações do GazetaOnline e AmoDireito

Britânica de 101 anos faz seu 16º rapel

Nem a vento, nem a chuva não impediram Doris Long de 101 anos de descer de papel uma torre de 94 metros. A britânica tinha uma causa nobre: arrecadar fundos para uma casa de repouso.
Doris é uma senhora incrível e uma grande inspiração. Ela já arrecadou mais de £ 11.000 com o rapel desde que começou com 85 anos a fazer rapel.

Confiram a sua página na plataforma JustGiving

Estudante capta reação das pessoas quando lhes diz que são bonitas

Como você se sentiria se um estranho parasse para te tirar uma foto e te dizer que você é bonita?
Foi o que fez a estudante de 18 anos Shea Glover na sua escola em Chicago. Ela conduziu uma experiência social para descobrir como as pessoas reagiriam quando ela colocasse a sua câmera à frente das pessoas e falasse que estava tirando fotos a tudo o que achasse bonito.
As reações foram várias, desde surpresa, choque, agressividade, desconfiança e alegria, mas sobretudo foi bonito ver os sorrisos e a beleza.

Mulheres x envelhecimento: um papo sobre beleza

Chegar aos 60 anos e se aposentar não é necessariamente a realidade das mulheres que estão chegando agora à maturidade. Apesar de elas ainda serem vistas erroneamente como um borrão sem nuances, com estereótipos e preconceitos, há um grupo de mulheres que estão reinventando o envelhecimento. A jornalista Marcia Neder explora esses temas em seu novo livro, “A Revolução das Sete Mulheres”, que estuda o perfil das baby boomers, mulheres que nasceram entre 1946 e 1964. São as mesmas que protagonizaram a revolução feminina do século 20: entraram no mercado de trabalho, derrubaram tabus, tomaram a pílula anticoncepcional e se tornaram independentes. Agora, na terceira idade, elas continuam transgressoras, com autonomia conquistada e poder aquisitivo invejável.
“A mulher que chega hoje aos 50 ou 60 anos continua empreendedora, produtiva, bem cuidada e superativa. Ela não está interessada em descansar”, diz Marcia, em entrevista exclusiva ao Adoro Maquiagem. A autora atuou como repórter da Rede Globo e, durante três décadas, cobriu o universo das revistas femininas na Editora Abril. Dirigiu as revistas “Nova” e “Claudia”, e atuou como publisher de títulos como “Elle”, “Estilo”, entre outros. Acompanhou de perto a transformação da condição da mulher no Brasil e no mundo, na segunda metade do século 20. Veja o que ela tem a contar a seguir.

livro - a revolução das 7 mulheres
No livro, você aborda sete perfis femininos de representam a geração 50+ e 60+. Como são essas mulheres?

Primeiro, temos a “realizadora”, que é a mulher empreendedora. Ela montou uma grande corporação e quer usufruir de suas conquistas, mas está preocupada em escolher alguém para tocar o legado dela. A “desbravadora” é a mulher que venceu no mundo masculino. Ela chegou ao topo de uma empresa que era de domínio masculino e fez isso por competência técnica. A “formiga” é aquela que veio de origem humilde e trabalhou muito para vencer na vida. Ela não se interessa por supérfluos, mas gosta de tudo o que é bom. É uma pessoa prática. A “equilibrista” fez muito sucesso e ocupa um alto cargo, porém não conseguiu juntar dinheiro. Essa mulher é culta, preparada e mora bem, mas não tem muitas economias. A “fênix” é a mulher que teve um grande baque no meio da vida e perdeu tudo. Ela chega à maturidade com a vida reconstruída, num momento muito bom. Ela deu duro e agora vai usufrir o que reconquistou. A “comandante” é o eixo da família. É uma profissional de sucesso e, ao mesmo tempo, comanda a estrutura do núcleo familiar. Sem ela, o grupo desmorona, e ela se preocupa com isso. A “exuberante” chega chegando. É amiga de todo mundo. É vaidosa, se cuida e é o centro das atenções. É uma profissional de sucesso, em geral é empresária, empreendedora.

Como você enxerga o futuro dessas mulheres?

Longo, ativo e muito rico. Essas mulheres estão cheias de planos. Estão concretizando sonhos que estavam pelo caminho. Continuam trabalhando, mas mudaram o foco. Por exemplo, entrevistei a Luiza Trajano (a empresária brasileira que comanda a rede de lojas de varejo Magazine Luiza), e ela disse que está saindo do lado operacional da empresa, onde está abrindo caminho para os mais jovens, e está indo para o lado estratégico. Ou seja, parar de trabalhar não passa na cabeça dessas mulheres, elas estão enxergando outra forma de agir. Há uma vibração, uma vitalidade intensa. Elas estão estudando, fazendo cursos que não tiveram tempo de fazer antes.O conceito de velhice se deslocou. Acontece depois dos 80 anos.

Você diz que as baby boomers estão fazendo uma revolução silenciosa no século 21, reinventando o envelhecimento e criando um novo sentido para a maturidade. Que sentido é esse?

O Brasil passa de um país jovem para um país maduro em alta velocidade, porém ele não está preparado, estrutural e culturalmente, para esse envelhecimento. A terceira idade é encarada sem nuances. Os esteriótipos da pessoa velhinha de cabeça branca ou da senhora que quer se parecer com a filha ainda existem. Porém, há uma infinidade de mulheres que são invisíveis aos olhos do mercado de trabalho, da publicidade e da comunicação. As mulheres de 50 e 60 anos da atualidade ainda são empreendedoras. Não querem parar, querem inovar, gerar novos negócios e projetos, desenvolver novas habilidades. Elas estão reinventando a história da mulher outra vez.

Qual é o papel dessas mulheres nessa nova sociedade?

O exemplo que elas estão dando com decisões pessoais é transformador. Por causa delas, emergirá uma nova visão da terceira idade. Esse processo é lento e demorado, mas já está acontecendo. Começou nos anos 70 e deu frutos. Por exemplo, o que a minha geração fez no passado se reflete no fato de que minha filha nasceu com a certeza de que ela é uma igual. Não passa pela cabeça dela que ela precisa provar que é mais capaz do que um homem. E outra, a minha filha, que tem 24 anos, não me vê aos 60 como uma velha. Ela me vê em um momento da vida extremamente rico.

Você diz que as mulheres chegam à maturidade ativas, bonitas e bem cuidadas. Você acredita os produtos de beleza colaboraram para a autoestima dessas mulheres?

Sim. Mas a vaidade dessa mulher não é para não ter rugas, e sim para ter saúde mental. Os produtos de beleza são tijolos nesse todo que é cuidar da saúde. O corpo envelhece mais rápido do que a mente, então elas querem equilibrar esse jogo. Elas adoram se cuidar, passar cremes, controlam a alimentação e o peso, mas pensando na vitalidade. São vaidosas, mas vaidade para elas é ter energia. Gostam dos tratamentos de beleza disponíveis, porém não querem nada invasivo, que as deixem com rostos deformados. O que precisa ser entendido é que essa mulher não quer parecer mais jovem, ela não quer parecer ter 30 anos. Ela está com 60 anos e está muito bem, feliz com o que está realizando. Ela pensa em como vai chegar aos 80 anos.

– Por Larissa Gomes / blog Adoro Maquiagem