Você tem dificuldade de se relacionar com o outro?

Muitas vezes as pessoas reclamam do outro ou outra, realçando seus defeitos, a forma de tratar, … E você já percebeu que muitas das vezes você acaba tendo o mesmo tipo de relação? Por exemplo: parceira (o) ciumento, que só pensa em dinheiro, que não gosta de trabalhar…

Aí pergunto a você querida leitora, será que não é você que está atraindo esse tipo de pessoa porque você não pensa também de outro jeito? Ou porque você não está bem resolvida internamente?
Trabalhando esse chakra você conseguirá melhorar a sua auto aceitação, em consequência sua autoestima, sua auto valorização, melhor resolvida sexualmente, se abrindo para novas ideias e novos pensamentos que a levarão a conhecer outros tipos de amigos, gostar de novas coisas e atrair um parceiro melhor pra você. Eu não sei qual autor diz que quando você muda o mundo muda, mas quero dizer a você que as mudanças devem ser internas, você tem que buscar a sua felicidade interna, suas realizações, suas conquistas, sua complacência, sua indulgência e auto aceitação, principalmente no que diz sentido ao auto perdão. Não se culpe tanto pelas coisas passadas, o que passou não vai voltar e o Criador nos dá uma nova oportunidade todos os dias de fazermos diferente todas as manhãs quando acordamos.

Seja responsável por sua vida! Hoje! Agora! Não arrume desculpas pelo que aconteceu, procure soluções! Só você é responsável por sua vida e por sua felicidade!!! Reflita sobre isso!!!
Ele localiza-se no umbigo e rege nossa relação com a água, os relacionamentos sexuais vinculados ao afeto, aos sentimentos, a sexualidade, reprodução, alegria, criatividade, o próximo passo além do projetar, que é tornar real. Rege, também, os relacionamentos com outras pessoas, sempre com conotação afetiva.
Quando bem equilibrado, ele traz a assimilação de novas ideias, a possibilidade de  relacionar-se, interagir, a aceitação de si mesmo, aceitação do próprio papel no mundo e em uma relação, sexualidade bem resolvida.

O 2º Chakra – Chakra Umbilical

  • Também conhecido como o Chakra Sexual ou Sacral,
  • Nome sânscrito: Swadhisthana, que significa “Morada”.
  • Cor: laranja
  • Elemento: Água.
  • Mantra: VAM.
  • Cristais: Âmbar, Cornalina, Coral, Aventurina.

Sendo o segundo dos chakras físicos, à medida em que ele se distancia do 1º chakra – básico e de sua ligação com a terra, suas vibrações vão se tornando mais sutis, gradativamente, partindo do projeto à ação, do instinto à emoção.

Fisicamente, ele rege os órgãos reprodutores, as gônadas (ovários e testículos), sistema circulatório, sistema urinário, bexiga, os rins e os quadris.

Funções: O centro de energia sexual, das sensações e emoções, a sexualidade bem vivenciada, sem extremos. Ele orienta a função de reprodução humana.

Disfunções: sexualidade desenfreada, isenta de sentimentos ou sexualidade reprimida, desvios sexuais, rejeição a tudo que represente o “novo”, medo (principalmente da proximidade física), repugnância pelo próprio corpo, dificuldade de relacionar-se, mágoa, rejeição, isolamento, frigidez, impotência, falta de apetite sexual. E, fisicamente, cólicas renais, cistite, desequilíbrios hormonais, problemas circulatórios, problemas na bexiga e no aparelho reprodutor e urinário.

Para reequilibrá-lo ou mantê-lo equilibrado, mantenha contato com o Elemento Água (banhos, chás, praias, rios, cachoeiras), ouça músicas suaves tocadas ao piano e instrumentos de corda, como cítara e harpa, por exemplo.
Abra-se às novidades, aos relacionamentos e interações, integre-se ao meio, à natureza, dê vida a seus projetos, crie, vivencie suas emoções, evite sentimentos de mágoa e rejeição, procure o convívio com as outras pessoas, aceite-se como é, seja fisicamente, seja em relação à sua sexualidade. Não construa padrões repressivos para si próprio. Liberte-se de velhos conceitos que, talvez, não o sirvam mais.
Procure, também, meditar, entoando o mantra VAM (pronunciando-o com o “A” aberto: VÁÁÁMMM), enquanto deixa repousar, sobre seu corpo, 4 dedos abaixo do umbigo, um dos cristais descritos no começo da postagem. Mentalize saindo de si uma luz alaranjada, girando em sentido horário, ativando esse centro e tornando-o propício a estimular o contato com as suas emoções e relações.

Faça isso durante 15 minutos por dia e sinta a diferença!

NÃO PERCA NA SEMANA QUE VEM, A CONTINUAÇÃO DA SÉRIE, COM A POSTAGEM SOBRE O CHAKRA BÁSICO!!!

Fonte: lotusdelakshimi

livia-croce
Lívia Croce
Coach, Empresária, Palestrante e Consultora Empresarial
www.vivavocejf.com

Descubra se o seu relacionamento é perfeito

Uma forma do ser humano aprender as coisas é imitando o que a outra pessoa faz. Fazemos isso de uma forma inconsciente em grande parte das vezes. E está tudo certo, é assim que funciona mesmo. Imitamos nossos pais, professores, amigos, pessoas especiais pelas quais temos consideração.
Por outro lado, também nos comparamos com as outras pessoas. Comparamos os que elas têm, o que elas fazem, o que elas sentem. Não há problema nenhum em querermos melhorar as nossas vidas, desejando que elas sejam diferentes.
Mas vamos falar especificamente de relacionamentos.

Relacionamentos são responsáveis por uma grande parcela da nossa felicidade. Mais especificamente 36%. Se estamos bem nessa área da nossa vida, temos tranquilidade e maior facilidade para levar em frente o restante. Da mesma forma, quando estamos com problemas nos nossos relacionamentos, a sensação que temos muitas vezes é devastadora.

Mas quantas vezes enfiamos na nossa cabeça que para o nosso relacionamento ser bom, tem que acontecer isso ou aquilo, temos que sentir de uma forma ou de outra? Ou que temos que ser igual a essa ou aquela pessoa?

A grande verdade absoluta, que está acima de qualquer conselho que você possa receber ou informação que você venha a saber é a seguinte: se funciona para você está tudo certo. Você não precisa ser igual a qualquer outra pessoa para ser feliz.

A questão é: vocês estão felizes do jeito que está? Se estão, acabou. Nada de se comparar às revistas ou matérias que vão dizer qual é a quantidade ideal que um casal tem que estabelecer como bom para tudo dar certo.
Quem gosta de se comparar é o nosso ego. A nossa essência, o nosso lado mais puro, é livre de tudo isso.
Se para vocês funciona, funciona.
Pare de se incomodar porque vocês não são iguais aos outros. Se vocês estão felizes e mantém paz e harmonia com as pessoas com as quais vocês se relacionam, está tudo ótimo.

Empresária e COACH de Liderança e Autoliderança
Empresária e COACH de Liderança e Autoliderança

O amor para ela depois dos 40

“Quando uma mulher toma a decisão de abandonar o sofrimento, a mentira e a submissão. Quando uma mulher diz, do fundo do seu coração: ‘Chega, cheguei no meu limite. Nem mil exércitos de ego e nem todas as armadilhas de ilusão podem pará-la na busca de sua própria verdade.
Aí se abrem as portas de sua própria alma e se inicia o processo de cura. O processo que a devolverá gradualmente à si mesma, à sua vida real. E ninguém disse que este caminho é fácil, mas é “o Caminho”. Essa decisão em si, abre uma linha direta com a sua natureza selvagem e é aí que começa o verdadeiro milagre”.

Mulheres Que Correm Com os Lobos – Clarissa Pinkola-Estés.
A mente e a alma têm seus próprios ciclos e estações que recorrem a diferentes estados de atividade e solidão, de procura e encontro, de descanso, de pertença e até mesmo de desaparecimento.
“Quando uma mulher é madura, seus relacionamentos são diferentes. Até mesmo o relacionamento consigo mesma vai além.”
Vamos dizer que em torno dos 40 é quando a mulher sente uma necessidade que não pode deixar de atender: de voltar a si mesma. Este é o ponto emocional onde se aprende a cumprimentar as memórias em momento oportuno, a dançar e se acalmar com elas.
É o momento em que se ama com a alma, além dos erros. A partir desta idade, amando os vizinhos se descobre um coração sereno, com sangue quente que nos ajuda a compreender que tipo de criaturas que somos, com nossas forças e fraquezas. Porque todos nós as temos, e isso não é ruim, muito pelo contrário.
“Retornar à casa da alma significa tornar-se consciente de tudo o que aconteceu em nossa vida anterior e resolver esses conflitos criados nos ciclos anteriores.”

O amor maduro
“Amor maduro significa a união com a condição de preservar a própria integridade, a própria individualidade.” – Erich Fromm
Não é fácil amadurecer no amor, mas uma vez que você permitir, um grande amor nasce dentro de si mesma baseado em dignidade e respeito.
Uma mulher madura está além de sua capacidade de amar, quando entende que o verdadeiro significado dos sentimentos dos outros é resumido na forma como vê a si mesma e suas mudanças.
Ao longo do tempo, o mundo feminino irradia uma pureza que está ameaçada por uma sociedade corrupta que o faz correr para encontrar abrigo em si mesmo.
Em seguida, elas percebem que suas verdadeiras casas não estão em qualquer lugar remoto do mundo, mas dentro de si. De alguma forma, o amor maduro é o resultado de um processo de individuação que pode ser muito doloroso.
Seja através de ingenuidade, por não prestar atenção ou ignorância, o processo de amadurecimento nos fez sofrer o roubo de uma pele que nos envolvia, que pensávamos que era nossa e na qual nos agarrávamos com força.
“Este sofrimento pela perda de sua pele faz com que as mulheres vivam por um tempo incompletas, o que ajuda a fortalecer seu verdadeiro revestimento emocional.”
Como resultado, a mulher atinge a grande sabedoria que a faz viver e amar de maneira diferente, única e transcendente. De alguma forma, ela é capaz de hidratar e reconstruir-se, sentindo-se inteiramente abrangida.
Como se costuma dizer, toda mulher incentiva uma vida secreta e uma poderosa força cheia de bons instintos, criatividade e sabedoria que detém o grande poder de território inexplorado: o maravilhoso mundo da psicologia feminina.

Fonte: La Mente es Maravillosa

Os ingredientes fundamentais para o amor maduro

Os sentimentos de ardor substituem a intensidade do fascínio (o pensamento obsessivo sobre o ser amado, a idealização, o intenso desejo de estarem juntos, os altos e baixos, os picos e os vales, o júbilo quando estão juntos e o desespero quando estão separados) com o correr do tempo. Mas, a menos que se rompa, o laço amoroso persiste. Casais casados há mais de quarenta anos me disseram que se sentem tocados emocionalmente quando se veem, como ocorria há décadas.

O desvelo é acreditar e deixar que o parceiro saiba que “você é importante para mim. Preocupo-me com o que aconteça a você. Vou zelar por você”. Dois grandes aspectos desse desvelo estão em se preocupar com o bem-estar do companheiro e estar pronto para ajudá-lo ou protegê-lo. Ao contrário da governanta assalariada, que tem um trabalho a fazer, você ajuda o seu companheiro porque gosta dele e porque sente algo especial por ele. Assim, a preocupação e a afeição são essenciais para o desvelo.

Expressões de afeto são formas óbvias de fomentar sentimentos de ardor no companheiro, tão óbvias que discuti-las pareceria supérfluo. Entretanto, com o evoluir do casamento, os gestos de afeto como abraçar, cochichar palavras de amor cada vez mais se limitam ao quarto de dormir. E, nos casamentos em conflito, podem desaparecer por completo.

A aceitação tende a ser incondicional no relacionamento amoroso maduro. Você consegue reconhecer as diferenças nas ideias sobre religião, política, e sobre as pessoas sem que se façam críticas ásperas nos pontos de divergência; você consegue aceitar as fraquezas do companheiro sem agir como juiz. Essa aceitação é profundamente tranquilizadora. Dá a cada um uma sensação de aceitação de si mesmos. Se o casal puder se aceitar totalmente – seja o que for – , pode relaxar e baixar a guarda. […] Claro que aceitação não significa fechar os olhos para as falhas do outro, mas, numa atmosfera de aceitação, você consegue elaborar com o seu companheiro tudo o que vem contra e interfere no relacionamento. Note que se o amor for condicionado ao “bom comportamento”, você nunca conseguirá a intimidade que é possível quando o amor é gratuito e o bom comportamento, uma meta elaborada pelos dois juntos.

Empatia é a capacidade de sintonizar com os sentimentos do parceiro – de experimentar, em certa medida, o seu sofrimento ou prazer, a sua dor ou alegria. Quando as pessoas se atormentam com preocupações ou fortes emoções, sejam de tristeza ou de euforia, podem temporariamente perder a faculdade empática.

Sensibilidade às preocupações e aos pontos vulneráveis do parceiro é elemento essencial quando se quer reduzir os sofrimentos desnecessários. Embora algumas pessoas tenham mais sensibilidade do que outras, trata-se de uma qualidade que pode ser cultivada. Se o parceiro reagir de forma exagerada a certas coisas que você faz, por exemplo, em vez de ser crítico ou defensivo, pare para considerar qual o problema que subjaz à reação. Explore com delicadeza os temores e as preocupações mais íntimas dele. Resista à tentação de atribuir a reação exagerada a um traço indesejável de caráter, como impulsividade ou necessidade de controle. Perceba que tais reações são sinais de vulnerabilidades ocultas.

A compreensão é semelhante à sensibilidade mas acarreta outra qualidade. Quando o parceiro fala de um problema, ele pode sentir-se compreendido sem ter de especificar todos os pormenores. Além disso, compreender significa ver os episódios com os olhos do outro. […] A compreensão mútua é uma das primeiras vítimas dos conflitos conjugais, manifestando-se pelo lamento: “Simplesmente não entendo porque ele (ela) age dessa forma.” Parte das dificuldades está em que os casais em conflito atuam em desacordo com o seu lado mais amoroso: assumem posturas rígidas ou tentam desprezar as atitudes do outro. Um problema mais sério é que, ao se intensificar o conflito, começam a interpretar mal as ações do outro. Logo os erros de interpretação acumulados liquidam com toda e qualquer compreensão possível.

O companheirismo é muito apreciado no início do relacionamento mas parece se dissipar com o passar do tempo. À medida que os dois se preocupam mais com problemas práticos como a renda familiar, o cuidado dos filhos ou a arrumação da casa, tendem a passar menos tempo juntos, e a qualidade do tempo que passam juntos também sofre. […] O companheirismo é componente essencial do bom casamento que se pode aperfeiçoar pelo simples planejamento. Exige que se considerem atividades de que os dois gostem – viajar juntos, decorar a casa, ir ao teatro – e determinar com antecedência os programas. Há também camaradagem na satisfação de estarem juntos durante certos momentos do dia-a-dia. Sentar juntos para ver televisão, fazer passeios, partilhar da rotina doméstica como lavar pratos e limpar a casa juntos são atos que fomentam companheirismo.

A intimidade oscila da discussão de pormenores da vida diária, à confidência de sentimentos íntimos que não partilharíamos com mais ninguém, ao relacionamento sexual. Em certo sentido, a intimidade é um subproduto do desvelo, da aceitação, da sensibilidade e da compreensão. Ao mesmo tempo, é debilitada pelos desentendimentos, pelas críticas indiscriminadas e pelas acusações e insensibilidade. Quando os casais resolvem ser críticos, punitivos ou controladores, têm de considerar o que perdem em intimidade. Quando se perde a intimidade por causa de brigas, com ela se perde uma importante força no casamento.

Amizade se refere ao interesse genuíno que você tem no outro como pessoa. Essa qualidade parece tornar-se ora unilateral, ora abafada em muitos, se não na maioria, dos casamentos. Algumas pesquisas demonstram que muitas mulheres não consideram o marido seu melhor amigo, e sim alguma outra mulher é que desempenha esse papel. A maioria dos homens, por outro lado, considera a esposa a sua melhor amiga. Você pode cultivar a amizade concentrando-se no seu companheiro como pessoa. Procure extrair dele ou dela o que interessa mais a ele ou a ela. Muitas vezes, para construirmos a ponte da amizade é necessária muita delicadeza.

As cortesias e os agrados são, por certo, cruciais para um casamento feliz. Mas o prazer deve ser mútuo; não só você pode propiciar satisfação ao seu marido pelo que você faz mas pode também partilhar dela. Às vezes, você tem de se livrar de hábitos há muito cultivados para fazer alguma coisa especial.

O apoio mútuo
dá um senso de que se é digno de confiança, uma rocha de Gibraltar em que o outro pode se firmar em épocas difíceis. Você talvez subestime o significado simbólico de estimular o parceiro quando ele está sem ânimo, ou de ajudá-lo a classificar e elucidar problemas quando estes parecem tornar-se insuportáveis. Ir em ajuda do outro nesses momentos de necessidade pode ter um significado enorme, demonstrando-lhe que você está sempre prestes a ajudá-lo com este esteio ou apoio. Algumas pessoas, por exemplo, são muito neutras quando o cônjuge quer partir para um novo empreendimento ou assumir uma nova responsabilidade. Sua hesitação em assumir uma postura positiva pode debilitar o senso de iniciativa e de capacidade do parceiro.

Aaron Temkin Beck é um psiquiatra norte-americano e professor emérito do departamento de psiquiatria na Universidade da Pensilvânia.
Aaron Temkin Beck é um psiquiatra norte-americano e professor emérito do departamento de psiquiatria na Universidade da Pensilvânia.

Amor

O amor é o sentimento mais importante que existe. O compartilhar carinho, amor ao próximo, palavras de conforto, sorrisos abraços, e outras manifestações que expressem carinho, nos leva ao sentimento de amor.
Quando amamos, o mundo parece mais colorido, mais bonito, mais feliz. Os hormônios mudam, fabricamos mais serotonina e nos tornamos mais amigáveis com os outros. E por que só nos tornamos mais amigáveis assim?
Quando temos um propósito de vida mais abrangente e menos egoísta, conseguimos ter mais amor ao próximo. Nos preocupamos mais com os problemas e dificuldades alheias, conseguimos dar atenção e ouvir as pessoas. Porque em nosso egoísmo, só queremos falar, e achamos que somente nós temos problemas.
Ah divino amor!!!! Que está em tudo e em todos.
Vamos despertar nosso coração para nos doarmos. Pois quando nos doamos ficamos mais felizes.

Olhai o próximo com o olhar do coração.

Lívia Croce Empresária, Palestrante e Consultora Empresarial
Lívia Croce
Empresária, Palestrante e Consultora Empresarial

Afinal, o que é o Machismo?

A polêmica sobre igualdade de gêneros e sobre a violência doméstica tem incêndiado as ruas e as redes sociais do Brasil.
De fato, são questões pertinentes pois segundo a pesquisa feita pelo Instituto Avon e Data Popular 96% dos jovens brasileiros afirmam viver em uma sociedade machista.

Segundo a Wikipedia “Machismo […] é a crença de que os homens são superiores às mulheres.” mas para muitos este adjetivo parece uma palavra tão distante. Às vezes soa como um xingamento tão ingênuo e ofensivo. Outra vezes, parece meio fora de contexto. Datado.

O machismo nada mais é que uma forma de sexismo que padroniza as pessoas, coloca-nos em caixas estereotipadas que afetam a maneira como vemos o mundo. Então, se você é um cara macho de verdade tem que agir igual macho, exemplo disso é quando as mulheres dizem a célebre frase: Homem é tudo igual. Essa frase é puramente machista e categoriza o comportamento masculino como depravado, vendo o homem como galinha que engana as mulheres e estas são invariavelmente as vítimas, as abusadas e asenganadas..
O homem por seu lado muitas vezes tem que agir assim mesmo, porque caso contrário, a sua sexualidade é posta em causa pela sociedade.

Esta questão acabou inflamando protestos pelo país e abordada no exame do ENEM deste ano atingindo mais de 7 milhões de alunos.
A pergunta da discórdia foi uma das frases mais célebres do feminismo: “Ninguém nasce mulher; torna-se mulher”, escrita por Simone em seu livro “O Segundo Sexo”, publicado em 1949. Essa proposição afirma que ser mulher (ou homem) é uma construção social e histórica. Na prova, os estudantes tinham que responder para que contribuiu essa ideia. Eis a resposta correta: “Organização de protestos públicos para garantir a igualdade de gênero”. E o que era apenas mais uma pergunta do teste virou um grande debate nas redes sociais – mas, desta vez, influenciado pelo pensamento de uma das maiores autoras contemporâneas sobre um dos assuntos mais urgentes deste século.

A verdade é que a cultura machista está impregnada na sociedade brasileira. Vejam alguns exemplos algumas de muitas situações aparentemente normais que agridem, sim, as mulheres:

1. Ter que saber realizar tarefas domésticas pra ser considerada uma mulher de verdade. Ouvir sempre: “Você não sabe cozinhar? Assim não vai conseguir casar nunca, tem que ser prendada.”

2. Quando a conta da mesa é pedida, ela é sempre direcionada ao homem.

3. Ouvir que mulher não sabe dirigir ou ter que aturar piadinhas deste cunho o tempo todo.

4. Quando as pessoas ainda se surpreendem por ela ser inteligente ou bem sucedida.

5. Tolerar cantadas grosseiras e piadas invasivas de desconhecidos na rua.

6. Ser desprezada quando opina sobre assuntos “tipicamente masculinos” como o futebol e lutas, mesmo que ela saiba bem do que está falando.

7. Ser xingada de “puta, piranha, vagabunda, ordinária, cachorra” por exercer sua liberdade usando qualquer tipo de roupa que quiser.

Piadas de meninas para menino lerem
Piadas de meninas para menino lerem

O Brasil é um dos países no mundo com maior índice de violência doméstica e sexual, muito por causa da forma sexista que a sociedade moldou.

Precisamos acabar com esses pensamentos rotulados, celebrar as diferenças e acabar com essa história de rosa x azul.
Temos que mudar com este paradigma de gêneros e passar a julgar as pessoas pelo que elas são e não pelo seu gênero, raça ou religião.

Veja como denúnciar violência doméstica: No Brasil há um número específico para receber esse tipo de denúncia,180, a Central de Atendimento à Mulher. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano e a ligação é gratuita. Há atendentes capacitados em questões de gênero, políticas públicas para as mulheres, nas orientações sobre o enfrentamento à violência e, principalmente, na forma de receber a denúncia e acolher as mulheres.

O Conselho Nacional de Justiça do Brasil recomenda ainda que as mulheres que sofram algum tipo de violência procurem uma delegacia, de preferência as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM), também chamadas de Delegacias da Mulher. Há também os serviços que funcionam em hospitais e universidades e que oferecem atendimento médico, assistência psicossocial e orientação jurídica.

Melissa Corrêa
Melissa Corrêa
Designer, Marketeira e Viajante

Encontre uma Mentora

Uma grande mentora pode facilitar uma performance de excelência sob sua tutela, exercendo uma influência decisiva para a auto superação e a confiança em vencer obstáculos. Esse ambiente interno de auto-estima é que nos possibilita correr mais riscos e desafiar limites para obter um desempenho acima da média.

Uma boa mentora tem a capacidade de educar pessoas e facilitar os meios para que ela tenha um comportamento pró-ativo. Dar espaço para a ação, encorajar nos erros, comemorar os acertos e indicar caminhos de melhoria. Sendo assim, vale a pena investirmos na identificação e na partilha com alguém que possa atuar como mentora em nossa trajetória pessoal e profissional.

A atividade de mentoring tem a ver com a individualização das necessidades. Reconhecer que cada pessoa é única e oferecer diferentes desafios e recompensas é um exercício danado de difícil, contudo é a atribuição mais expressiva da mentoria. Não desenvolvemos pessoas de maneira heterogênea, assim não há porque massificar a distribuição do conhecimento ou entender todos os desafios da mesma forma.

Os princípios para se identificar uma mentora, ou mais de uma, são simples, porém nem sempre fáceis de assimilarmos e trabalharmos sob orientação. Temos dificuldade de reconhecer nossos limites e, por vezes, sofremos por não nos abrirmos para a guiança de uma mentora, líder ou professora.

Uma mentora é alguém que admiramos por seu caráter, sua conduta coerente, sua performance e seus resultados. Certamente há pessoas ao seu redor com este perfil, contudo, muitas vezes, rechaçamos a ajuda desta pessoa ou evitamos uma aproximação por temor de termos nossas fragilidades identificadas. Entretanto, esse é o papel máximo da mentora e muitas pessoas estão disponíveis para ajudar quando são solicitadas.

Uma verdadeira mentora não é aquela que nos diz o que devemos fazer, mas nos ajuda a desenvolver a capacidade de pensar por nós mesmas e até influenciar outras pessoas para uma melhor performance. Mais do que oferecer respostas, uma mentora é aquela que nos instiga a perceber a realidade através de perguntas e nos indica caminhos para que possamos encontrar nossas próprias respostas.

Contudo, o maior desafio não é identificar nossas mentoras, mas nos rendermos à oportunidades de sermos orientadas, provocadas em nossas certezas, de termos abertura para esmiuçar comportamentos e atitudes e até sermos criticadas em uma avaliação pragmática, quando na maioria das vezes queremos que nos dêem razão e aprovação. Esse não é o papel da mentora. Haverá celebração, porém nas verdadeiras conquistas, aquelas em que superamos nossos limites e rompemos com padrões estreitos que só nos levam a conflitos, dificuldades e um sentimento de vitimização.

Um relação de mentoring nos levará a um grau maior de liberdade, performance e resultados, pelo simples fato de nos fazer caminhar pela trilha do auto-conhecimento e encontrar os preciosos tesouros de nossos talentos para colocá-los em prática. Reflita sobre isto. Suerte!

Autora: Dulce Magalhães Ph.D em Filosofia, escritora, palestrante e coach. www.dulcemagalhaes.com.br
Autora: Dulce Magalhães
Ph.D em Filosofia, escritora, palestrante e coach.
www.dulcemagalhaes.com.br

 

Porque o homem ao se separar de sua esposa se separa dos seus filhos?

Uma questão de mulher muito atual que chega até mim no consultório são mulheres que me contam a frustração com o ex-marido que deixou de ser pai ou deixar de ser marido. Escuta essas mulheres começarem dizendo que “ele era um excelente pai” e/ou “ele queria muito a minha gravidez” e terminarem com “agora ele mal vê o nosso filho”. Ou até pior “ele sempre acha que dá muito na pensão”.

É, as histórias não tem sempre um final feliz. Essas mulheres cujo faço o acolhimento de suas dores são mulheres variadas: possuem idades diferentes, o tempo que em se mantiveram casadas varia e suas condições econômicas são igualmente discrepantes. Mas todas falam, sem exceção, descrevem com pesar do afastamento entre seus filhos e o pai deles, algumas se culpam por essa consequência de seus atos. Outros enxergam apenas os erros do pai de seus filhos e não a sua parcela de responsabilidade. Mas para todas, em uníssono, a separação foi um período doloroso mesmo que elas que tenham colocado o ponto final no casamento. E é unanimidade a dor que sentem pelos filhos em não terem a presença do pai, pelo ciúmes da nova companheira do pai, pelo ciúme do pai com o novo companheiro da mãe e com a quebra do ideal de família margarina! Dói. Dói muito enxergar a realidade que não condiz com a promessa frente ao padre de que nada irá nos separar. A realidade é oposta às fantasias, e enxergar o real embaraça a vista com lágrimas que traduzem a linguagem da alma. Dói tirar a venda. Muitas pessoas nunca a tiram. Mas é justamente quando eu me deparo com o real que me possibilito a me movimentar com maior firmeza na vida, os pés conseguem alcançar o chão e as asas se tornam mais operantes.

Lógico que as questões acima não são regras. Há vários casais que se separam e após isso há um fortalecimento do pai enquanto pai e da mãe enquanto mãe. Isso ocorre, uma vez que as brigas, o ciúme e os incessantes ataques entre a esposa e o marido já não atravessam mais os filhos. Os filhos vivem em dois lares com maior possibilidade de paz e harmonia. Os filhos gostam de perceber seus pais felizes e podem ser até gratos quando o motivo dessa felicidade se chama madrasta ou padrasto.
Conhecemos vários filhos egoístas que se colocam contra os parceiros dos pais. Mas também conhecemos famílias constituídas com mãe e mãe, pai e pai, filhos adotados, irmãos só por parte materna e só por parte paterno. Isso tudo junto, misturado e convivendo com respeito – cada um na firmeza de seu papel. A plenitude dos papeis familiares são fundamentais para relacionamentos saudáveis. O pai deve ter a função de orientar, guiar, corrigir, limitar e dar carinho. Eu não falo aqui que para isso eles devam estar todos os dias em contato com seus filhos. Eu falo de qualidade e não de quantidade de tempo. Existem mães que abdicam de seus trabalhos para cuidarem dos filhos, mas que esses passam a maior parte do tempo na companhia da televisão e demais artifícios eletrônicos.

Então o que vale é a qualidade de um encontro. Isso justifica o porquê apenas alguns segundos vividos viram recordações eternas, quando tocam nossos corações. É comum crianças que perdem seus pais com poucos anos de vida terem alguma recordação do rosto do pai, do cheiro da mãe e ás vezes essas recordações são de toda uma cena vivenciada pela família. Incrível lembrar de tanto quando se tinha apenas três aninhos de idade. Nunca ninguém irá esquecer de detalhes do dia que nasceu seu filho, do casamento, da formatura ou da grande promoção de emprego. Mexeu com a emoção mexeu com a memória de longo prazo. Então a educação dos pais ela é efetiva a partir de momentos que foram cercados por raiva, amor intenso, sentimento de rejeição, choro e alegria extasiante. É isso.

Essas mulheres que se queixam dos pais de seus filhos estarem se tornando estranhos aos filhos, nunca me deram uma resposta também do porque acreditam nessa ruptura de seus ex maridos com a única coisa que os matem ainda ligados: os filhos! Ah, os filhos…. justamente por serem eles o único laço que ainda mantêm esse homem e essa mulher unidos – seja para se atacarem ou para expressarem respeito, só sobra eles.

E é por isso que tantos filhos viram joguetes numa separação conjugal. Fazer o filho de joguete é criminar o ex e a ex na frente dele, é acusar de abandono, é criticar os novos parceiros que o/a ex encontram, é dizer que a casa ficou mais feliz com a saída de um deles e é também ignorar a questão como se a separação não tivesse que ser elaborada através de diálogos e mais diálogos.

E, os filhos, por serem a única sobra do resquício de algo que deveria durar para sempre e não durou, no rosto dos filhos está estampado uma mágoa do que deveria ter sido, mais não foi. O filho escancara a frustação de dois adultos que não conseguiram fazer o final ser feliz para sempre!

Sempre acreditei que a ausência diz muito. Marcar e não vir é querer se fazer lembrado e é um silêncio falante. Dizer que vai pagar a pensão e não o fazer, mesmo tendo dinheiro, é querer se fazer notar! É querer que a ex-mulher sinta a falta dos frutos que o trabalho dele proporcionam a família. Ou seja, que sinta a falta que ele faz com o bem estar material que proporcionava aos filhos e a ele. Idem a combinar buscar os filhos e não buscar. É sabido por eles que nada machuca mais o coração de uma mulher do que mexer com os seus filhos.

Na grande maioria das vezes o pai não faz isso propositalmente, mas o faz inconscientemente. E ele não quer fazer os filhos dele sofrer. Ele realmente os ama. Mas o egoísmo faz cegar, e ele quer atingir essa mãe de alguma maneira dolorida. E o trunfo mais precioso é mexer com os filhotes da leoa. Repito aqui que muitas vezes não é por maldade consciente, mas por impulso inconsciente. Que com terapia é tratável. É possível reverter essa fragilidade dos homens, que proveem muito de sua criação e até da relação que tinham com suas esposas em seus casamentos. É possível criar relacionamentos emocionalmente mais saudáveis após o rompimento de um casamento. Afinal pai e mãe são eternos para qualquer filho, mesmo após a morte real.

As mães e pais devem criar seus filhos, inclusive os meninos, com mais maturidade emocional e machismo. Devem criar uma sociedade com mais respeito às mulheres e mais atos firmes. Vivemos numa sociedade altamente machista. No inconsciente coletivo perdoamos o pai que se afasta completamente dos filhos, mas achamos imperdoável a mãe que abra mão da guarda parcial dos seus filhos para que fiquem com o ex-marido. Estranho nosso modo de pensar e temos que evoluir muito na questão de gêneros. Assim já iremos educar os nossos filhos a se sentirem responsáveis e arcar com qualquer consequência dos seus atos. Filho não é responsabilidade da escola, dos avós, do Conselho Tutelar ou da Dilma. Filho é escolha, decisão e responsabilidade de pai e mãe. E ponto. E se eu me sinto responsável pela minha escolha eu jamais a abandono mesmo sobre um tornado. Que possamos segurar firmemente a mão de nossos filhos, diminuindo suas angústias estruturais humanas, para transmitir então que filho a gente não abandona fisicamente e emocionalmente.

Intolerância as frustrações da vida é o lado infantil se manifestando em um descontentamento constante com cada pessoa com que se relaciona. Sobretudo se tratasse do par romântico. A fase da paixão passa e o que fica é o real. Mas é insuportável se haver com o real, quando no inconsciente o pensamento de menino lateja o tempo todo. Lá no inconsciente fica o registro do que assistimos e ouvimos quando crianças. O que lá está gravado, é o que executamos em comportamentos em nosso dia a dia. E se lá há a crença central de que existe o par ideal, que o casamento será eterno e os filhos realizaram todos nossos sonhos não realizados por nós mesmos certamente o comportamento será de esquiva a dor.

Há mães que se afastam dos filhos após separação. Há pais e mães que se separam dos filhos em virtude da não aceitação de seus novos parceiros amorosos, ou do temor de que seus conjugues atuais possam vir a não aceitar. Há mães e pais que jogam seus filhos no lixo também. Há várias personalidades e jeitos diferentes de se portar. Por isso não há resposta única a reflexão principal desse artigo.

Concluo assim que esse afastamento de pais e filhos é um traço infantil desse pai (que sempre é adulto) frente à problemática. É quase uma birra. E, paradoxalmente, esse afastamento é para se fazer presente.

Gabriela Yoná Hoffmann Pedagoga. Psicóloga organizacional
Gabriela Yoná Hoffmann
Pedagoga. Psicóloga organizacional

Velha é a vó!

Por: Valter Ostermann

Para nós, meninos ainda bem meninos, a vó da gente era velha. Podia ser bonita, sim, que toda avó é, mas era velha. Para elas, as avós daquele tempo, cinquenta anos era o limite. Vestiam-se sobriamente, não ousavam ter a menor ousadia, avó tinha que ser matrona, respeitável. Pó de arroz e água de colônia, no máximo. Para ir à missa. De véu!

Usavam coque, que para nós, meninos ainda bem meninos, era penteado de velha. Assim foi a geração de minhas avós, e de minha mãe, e de minhas tias…
Hoje, quando já não sou mais menino bem menino, virei menino adulto, percebo quanta vida jogaram fora, por renúncia.
A moral hipócrita daqueles tempos em que os cinquentões tinham que ter cadeira de balanço e as cinquentonas não podiam ter atrativos, ou melhor, tinham que escondê-los, exigia a antecipação do fim dos prazeres. Moral católica, que nos carregava de culpas sem desculpas. Leva tempo para livrar-se do jugo.
Livrei-me. Minha geração inteira está livre, ou quase toda. Mulheres de cinquenta, agora, são mulheres. Plenas, bonitas, atraentes, cheirosas, gostosas. Aprenderam que o nome do jogo é ser feliz, sem jugo e imposições, a vida está aí para ser curtida. Prazer não é pecado. Rir não é pecado. Desejo também não.
Vivi duas épocas, duas realidades, a atual é a melhor. Elas, as mulheres de minha geração, concordam. São mães, avós e jovens. Muitas continuarão jovens até o fim, já que agora aprenderam que envelhecer é uma opção.

Velha é a vó. A tua!

 

Retalhos do Amor Maduro, Destinado à Mulher Madura!

Erich Fromm afirmou que “o amor imaturo diz: te amo porque preciso de você, o amor maduro diz: preciso de você porque te amo”. É uma diferença e tanto. Amar porque precisa. Precisar porque ama. Somos sinceros o suficiente para reconhecer os momentos em que o precisar nos faz amar? Somo humildes o suficientes para declarar o quanto precisamos daquilo/daqueles que amamos?

Clarice Lispector não é tão otimista, ao falar de amor. Ou talvez ela o seja. Bem, entre outras coisas, ela disse que “ninguém é maduro quando se trata de amor”. Contudo, notem o sutil deslocamento em relação ao sujeito. Em Erich, é o amor que é maduro ou imaturo. Já em Clarice, é ninguém. Retificando: Clarice só não leva muita fé em nossa maturidade, ao menos quando se trata de amor…

Clarice costuma estar certa. Na mesma direção a acompanha Martha Medeiros. Vejam que bela descrição ela faz da mulher madura:
“Sou uma mulher madura
Que às vezes anda de balanço
Sou uma criança insegura
Que às vezes usa salto alto
Sou uma mulher que balança
Sou uma criança que atura”

Mesmo assim, parece que não estamos sendo muito corretos em relação ao valor do tempo, da experiência. Uma coisa é brincar de balanço aos quinze anos. Outra, bem diferente, é brincar de balanço aos cinquenta. Onde acompanhamos Affonso Romano de Sant’Anna, quando ele afirma que “sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar”. Quantos homens sabem ou souberam esperar? Resposta: praticamente nenhum. É só nos darmos conta da quantidade quase absoluta de primeiros namorados ou maridos. Pouquíssimos são ou foram o ‘único’. Até aí, tudo bem. Ou, ao menos, na média. Mas quantos sabem amar esta mulher que agora está pronta como nunca? Quantos estão em condições de convida-la para brincar de balanço?
Uma questão final. Isso que acabamos de ler é mesmo um texto? Ou é uma colcha de retalhos de citações? Neste caso, acompanho Anuska Nardelli, pois parece que com os pensamentos é sempre assim: “em retalhos, são só detalhes. Em conjunto, podem cobrir o mundo”.

Autor: Marcelo Rodrigo Campos
Autor: Marcelo Rodrigo Campos